Para garantir prorrogação, CPI do Crime pode se distanciar do Master, diz relator

Relator da comissão tenta superar resistência do presidente do Senado e quer focar na investigação de milícias e facções

atualizado

metropoles.com

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CPI do Crime Organizado
1 de 1 CPI do Crime Organizado - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A pouco mais de uma semana do prazo de encerrar os trabalhos, a CPI do Crime Organizado tenta uma prorrogação de 60 dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Para tal, o colegiado pretende se distanciar das investigações relacionadas ao Banco Master, que tinha ocupado a pauta nos últimos meses.

A estratégia encabeçada pelo relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), busca contornar a resistência do senador amapaense a estender os trabalhos do colegiado em meio ao ano eleitoral, como teve com a CPMI do INSS.

Ao Metrópoles, Vieira defendeu que as fraudes ligadas a Daniel Vorcaro fazem parte do escopo do colegiado, mas que agora deverá focar na atuação de milícias e e facções criminosas. O senador tentará uma reunião com Alcolumbre nos próximos dias para tratar do tema.

“Uma CPI tem que se limitar ao seu escopo e plano de trabalho. Estamos seguindo ambos que apontam para investigar aquilo que á infiltração de facções criminosas, lavagem de dinheiro usando fundos, corrupção de agentes públicos. O Master é uma bula disso tudo “, disse Vieira.

A CPI do Crime Organizado surgiu em meio aos desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) e da Carbono Oculto, que investigou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis envolvendo do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Davi Alcolumbre, presidente do Congresso
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O presidente e o relator da CPI do Crime Organizado, senadores Fabiano Contarato e Alessandro Vieira
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CPI própria

Além de focar em outras investigações, Vieira voltou a defender a instalação da comissão de inquérito própria para investigar o Master. O requerimento, porém, está parado desde o início do ano no Congresso e não foi lido por Alcolumbre, o que levou à oposição a judicializar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ficando sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

Vieira disse que já tratou da prorrogação com Alcolumbre antes mesmo de entrar com um pedido formal e que ele tem sinalizado “preocupação” com o ano eleitoral. A aliados, o presidente do Senado tem sido crítico à espetacularização dos trabalhos das comissões de inquérito nos últimos anos e a resistência se aprofundou a medida que parlamentares entraram no caso Master.

Ao todo, a CPI já apreciou cerca de 100 requerimentos para investigar as fraudes relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro. Desses, mais da metade (50) foram para a realização de oitivas. O colegiado já analisou cerca de 30 pedidos de quebra de sigilo de empresas e pessoas ligadas ao caso.

Vieira é autor de boa parte desses requerimentos. A sua atuação no caso e abordagem sobre investigar o suposto envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) levou ao escritório de advocacia Barci de Moraes, que tem como sócia Viviane Barci — esposa do ministro Alexandre de Moraes- a pleitear ingressar com uma ação judicial contra o senador por suposta calúnia e difamação.

Apesar do distanciamento, o relator já havia antecipado que destinaria todo um capítulo do seu parecer final ao caso Master. Para ele, a empresa de Daniel Vorcaro funcionava como um “duto de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”. Sem a prorrogação, a CPI tem até 14 de abril para votar e aprovar um relatório.

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