Covid-19: Nova York tem redução de mortes e internações caem 50%

Governador do estado de NY prorrogou, nesta segunda-feira, o isolamento imposto a escolas, comércios e serviços não essenciais

Time Square em Nova York durante pandemia de coronavírusKena Betancur/ Getty Images

atualizado 06/04/2020 22:00

Atual epicentro da pandemia de coronavírus no mundo, Nova York teve, nesta segunda-feira (06/04), notícias animadoras a dar. O número de internações caiu em 50% em 24 horas. Estatísticas divulgadas pelo governo também apontaram queda no número de mortes, de 630 no sábado para 594, no domingo.

O estado de NY tem 4.129 óbitos relacionados ao Covid-19. O governador do estado, Andrew Cuomo, tem publicado diariamente informações em sua conta pessoal no Twitter.

Nesta segunda (06/04), Cuomo prorrogou o prazo de isolamento no estado. Escolas, comércios e serviços não essenciais deverão ficar fechados, agora, até 29 de abril. Quem não seguir a recomendação, corre o risco de ser multado em até US$ 1 mil, aproximadamente R$ 5,3 mil.

“Eu gostaria de prometer aos novaiorquinos que tudo isso vai acabar em breve. Mas eu não posso. Isso é algo que eu não posso prometer. Eu vou continuar trazendo fatos e tomando decisões baseadas em ciência e dados. Os novaiorquinos não merecem menos que isto”, publicou.

A expectativa do governador é que a curva de infecções esteja chegando o seu auge, para depois cair em declínio. Mas antes, há de passar pela fase de estabilização de novos casos.

“Eu também desejo que tudo isso acabe. Faz apenas 30 dias desde o nosso primeiro caso, mas parece uma vida inteira”, disse o governador em, coletiva de imprensa, no domingo. “Acho que todos nós nos sentimos desse jeito. Isso pressiona o país e o estado de um jeito que, francamente, eu nunca vi na minha vida”, disse Andrew.

Cuomo recebeu a autorização do presidente norte-americano, Donald Trump, para utlizar o navio hospital da Marinha como centro de tratamento para pacientes com coronavírus. A embarcação está atracada no litoral do estado e a medida deve desafogar hospitais convencionais, que já têm 17 mil pessoas internadas. Dessas, 4. 5 mil estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs.)

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