Condenado à prisão perpétua terá novo júri 15 anos após morrer
Hiromu Sakahara foi condenado no Japão à prisão perpétua e morreu cumprindo a pena. Agora, a família conseguiu um novo julgamento

Um homem condenado à prisão perpétua a no Japão conseguiu o direito de ter um novo julgamento, mesmo ele tendo morrido há 15 anos. Hiromu Sakahara foi condenado por roubar e assassinar uma mulher de 69 anos em 1984. A prisão ocorreu com base em uma confissão, que depois ele afirmou ter sido forçada. O homem morreu em 2011 aos 75 anos, enquanto cumpria a pena.
A família dele, contudo, conseguiu o direito a um julgamento póstumo, que deve acontecer em breve. Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo News, este será o primeiro caso do tipo envolvendo pena de prisão perpétua ou pena de morte.
“Embora eu esteja feliz com a decisão de conceder um novo julgamento, ainda é incrivelmente doloroso”, disse o filho de Hiromu, Koji Sakahara, à CNN Internacional.
O Código de Processo Penal japonês permite que os familiares solicitem um novo julgamento em nome de um réu falecido.
Sakahara foi preso em 1988 após confessar o crime durante um interrogatório à polícia. No entanto, durante o julgamento, ele negou ter cometido os crimes.
Apesar disso, o júri o condenou, já que ele conseguiu levar os policiais aos locais onde o corpo e o cofre foram descobertos durante uma reconstituição.


