Colômbia suspende envio de informações de inteligência aos EUA

Decisão do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ocorre após ataques de forças militares dos Estados Unidos a embarcações no Caribe

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursando durante evento em Bogotá - Metrópoles - Foto: Sebastian Barros/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta terça-feira (11/11) a suspensão do compartilhamento de informações de inteligência com as agências de segurança dos Estados Unidos. A medida, de acordo com o líder colombiano, valerá enquanto continuarem os ataques a embarcações no Caribe, realizados, segundo ele, por forças norte-americanas.

Em mensagem publicada no X (antigo Twitter), Petro afirmou que todas as unidades de inteligência da polícia colombiana foram instruídas a interromper comunicações e interações com os EUA. Ele justificou a decisão dizendo que a luta contra o narcotráfico deve respeitar os direitos humanos da população caribenha.

“Todos os níveis de inteligência policial receberam ordens para suspender todas as comunicações e demais interações com as agências de segurança dos EUA. Essa medida permanecerá em vigor enquanto os ataques com mísseis contra embarcações no Caribe continuarem. A luta contra as drogas deve ser subordinada aos direitos humanos do povo caribenho”, escreveu Petro.

No último domingo (9/11), Petro já havia criticado as ações militares no Caribe, afirmando que a região vive um momento de “barbárie”. Durante discurso, o presidente defendeu que a Europa e a América Latina atuem como “farol democrático”, em uma indireta às operações promovidas pelo governo de Donald Trump.

O anúncio colombiano veio após a CNN Internacional informar que o Reino Unido também decidiu suspender parcialmente o compartilhamento de informações de inteligência com os Estados Unidos, motivado pelas mesmas operações no Caribe.

Relações em deterioração

As relações entre Bogotá e Washington têm se deteriorado nas últimas semanas. Petro vem fazendo duras críticas à atuação dos EUA na região caribenha, chegando a acusar o governo norte-americano de assassinato durante as operações.

O clima entre os países se agravou depois de declarações do presidente Donald Trump, no último dia 19 de outubro, que chamou Gustavo Petro de “traficante de drogas ilegal” e o acusou de incentivar a “produção massiva” de entorpecentes na Colômbia.

Trump afirmou ainda que o colombiano é “mal avaliado” e “muito impopular”, e alertou que, se Petro não “encerrar as operações de drogas”, os Estados Unidos o fariam “por ele, e não de forma gentil”.

No fim de outubro, o presidente norte-americano anunciou sanções contra o chefe do Executivo colombiano, além da primeira-dama, Verônica del Socorro, do filho mais velho do mandatário, Nicolas Petro, e do ministro do Interior, Armando Benedetti.

Em comunicado divulgado na rede X, o Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que a decisão foi motivada pelo envolvimento de Petro em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

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