Paulo Cappelli

Petro critica “barbárie” no Caribe em reunião com Lula protagonista

Em crítica a Trump, presidente da Colômbia cita “barbárie” no Caribe e “farol democrático” entre Europa e América Latina durante a Celac

atualizado

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Presidente da Colômbia, Gustavo Petro
1 de 1 Presidente da Colômbia, Gustavo Petro - Foto: Paulo Cappelli/ Metrópoles

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste domingo (9/11),  que o Caribe vive um momento de “barbárie”. e defendeu que a Europa e a América Latina sirvam como “farol democrático”, em indireta às ações militares promovidas pelo governo de Donald Trump. A declaração a jornalistas ocorreu momentos antes da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), realizada em Santa Marta, na Colômbia, com a presença do presidente Lula, único chefe de Estado latino-americano a comparecer ao evento além de Petro.

“A expectativa [é que abordemos] a situação que o mundo está atravessando neste momento, os problemas de barbárie, que estão em curso em nosso mar com a população pesqueira e pobre. [Devemos discutir que] Tanto Europa como América Latina e o Caribe constituam uma espécie de farol democrático pela humanidade”, disse Petro.

O mandatário acrescentou que o objetivo é “corrigir a barbárie e resgatar o conceito de humanidade livre, soberania, multilateralismo e democracia global”. Petro também criticou o “autoritarismo”, o “despotismo”, o “critério de imperialismo” e falou em resgatar a soberania, em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração foi interpretada como uma referência às ações dos Estados Unidos no Mar do Caribe, em meio à tensão diplomática na região. O Tesouro americano sancionou o presidente colombiano, e o governo de Donald Trump autorizou uma operação militar voltada ao combate ao tráfico de drogas — medida interpretada como forma de pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

A cúpula reúne líderes dos 27 países da União Europeia e das 33 nações da Celac, com foco na retomada do diálogo birregional e nas negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE. Esta é a quarta cúpula entre os blocos e o décimo encontro desde 1999, com expectativa de aprovação da Declaração de Santa Marta e do Mapa do Caminho 2025-2027, que buscam transformar o diálogo político em ações concretas de cooperação.

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