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Mundo

Colômbia: Petro proíbe novo presidente de tomar posse em base militar

Gustavo Petro determinou que o presidente eleito Abelardo Espriella siga rito de posse e transição de governo seja feita no Congresso

13/07/2026 11:02
Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro

O então presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou nesse domingo (12/7) que, enquanto presidente do país, não vai permitir que o candidato eleito para sua sucessão, Abelardo de la Espriella, tome posse em uma base militar. De acordo Petro, o pedido confronta a Constituição e as leis colombianas.

“A transmissão do comando ao novo presidente é regida pelas leis da República e pela constituição, e essas normas estabelecem que o presidente tome posse perante o Congresso em sessão plena. A lei diz qual é a sede do Congresso da República, onde devem ser debatidas as leis do povo e não das máfias ou dos estrangeiros; nos quartéis não se fazem leis, fazem-se ações de segurança de defesa do povo e de sua vida”, escreveu Petro ao anunciar a medida.

O presidente eleito solicitou ao Congresso colombiano autorização para realizar seu juramento em um quartel no dia 7 de agosto. A medida tem a intenção de reforçar o discurso de linha dura contra o crime e marcar aliança com as forças de segurança do país.

A constituição da Colômbia de 1991 determina que o presidente eleito “assumirá o cargo perante o Congresso e prestará o seguinte juramento: “Juro por Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia”.

Gustavo Petro tem contestado o resultado eleitoral que deu vitória para Espriella nas eleições colombianas. O candidato eleito superou a pessoa apadrinhada por Petro no pleito. Em meio à contestação, o então presidente chegou a convocar manifestações.

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Em publicação nas redes sociais, Gustavo Petro rejeitou o resultado do segundo turno e afirmou que Espriella, que toma posse em 7 de agosto, “não venceu as eleições”. A situação política na Colômbia comoveu diversos países a pedirem por uma transição pacífica no país, inclusive o Brasil.

Em ligação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou sobre a transição de governo com Petro, que garantiu que deixará o governo no dia 6 de agosto e fará uma transição pacífica. Lula é um aliado de Petro na América do Sul e, após as eleições, parabenizou o país pelo processo eleitoral que elegeu Abelardo de la Espriella.