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Mundo

Classificação do Al-Hilal rende mais de US$ 39 mi a príncipe saudita

Al-Hilal, assim como outros quatro times da Arábia Saudita, é de um fundo estatal comandando pelo príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman

01/07/2025 15:21, atualizado 01/07/2025 21:45
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Royal Court of Saudi Arabia/Anadolu Agency via Getty Images
Imagem colorida mostra príncipe herdeiro da Arábia Saudita - Metrópoles

A classificação histórica do Al-Hilal na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, após vencer o poderoso Manchester City por 4 a 3, também foi uma vitória pessoal para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Com a ida às quartas de final da competição, o clube garantiu que US$ 39,825 milhões retornassem aos cofres do governo saudita, por meio do do Fundo de Investimento Público (PIF), que controla 75% do time.

Um valor que não chega perto dos cerca de US$ 1 bilhão  — algo em torno dos R$ 5,6 bilhões — investidos na competição, que acontece nos Estados Unidos.

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Manchester City e Al Hilal fizeram um jogo animado na Copa do Mundo de Clubes
Haaland deixou a sua marca para o Manchester City
Clube desistiu da Supercopa da Arábia Saudita.
Momento em que Koulibaly faz gol para o Al Hilal
Equipe caiu nas quartas para o Fluminense.
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Equipe caiu nas quartas para o Fluminense.

Julio Aguilar - FIFA/FIFA via Getty Images
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Elsa - FIFA/FIFA via Getty Images
Manchester City e Al Hilal fizeram um jogo animado na Copa do Mundo de Clubes
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Manchester City e Al Hilal fizeram um jogo animado na Copa do Mundo de Clubes

Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images
Haaland deixou a sua marca para o Manchester City
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Haaland deixou a sua marca para o Manchester City

Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images
Clube desistiu da Supercopa da Arábia Saudita.
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Clube desistiu da Supercopa da Arábia Saudita.

Francois Nel/Getty Images
Momento em que Koulibaly faz gol para o Al Hilal
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Momento em que Koulibaly faz gol para o Al Hilal

Megan Briggs/Getty Images

Premiação do Mundial

  • Com uma premiação bilionária, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA é dividida por fases, número de vitórias e de empates.
  • Cada um dos 32 clubes da competição recebeu US$ 15,2 milhões pela participação.
  • Na fase de grupos, os times receberam US$ 2 milhões por cada vitória, e US$ 1 milhão pelo empate.
  • Os times que se classificaram para as oitavas de final receberam uma premiação de US$ 7,5 milhões. Aqueles que, assim como o Al-Hilal, passaram para as oitavas ganham um adicional de US$ 13,125 milhões.
  • Quem se classificar para a semifinal do torneio vai receber US$ 21 milhões. O segunda colocado da competição ganhará US$ 30 milhões. O campeão recebe US$ 40 milhões.
  • Ao todo, o Al Hilal venceu uma vez, e empatou dois jogos na fase de grupos. Somados a premiação por vitórias e empates, com a ida às oitavas e quartas de final do torneio, o time saudita faturou US$ 39,825 milhões. Mais de R$ 217 milhões em real brasileiro.

Controlado pelo príncipe saudita desde 2015, o PIF é dono não só do Al-Hilal, como também de outros quatro grandes times da Arábia Saudita: Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli.

Os investimentos bilionários no futebol começaram em 2016, quando o reino saudita lançou o plano Visão 2030. Com ele, o esporte mais praticado ao redor do mundo passou a ser uma ferramenta nos esforços do governo local para reposicionar o país, diversificar a economia da Arábia Saudita e reduzir a dependência do petróleo saudita.

Desde então, o Campeonato Saudita de Futebol passou a ser palco de grandes estrelas do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo e Neymar.

Polêmicas

Apesar da tentativa de reposicionar a Arábia Saudita na comunidade internacional, e tornar o país mais atrativo por meio do esporte, Mohammed bin Salman, coleciona polêmicas.

O mandatário do país é acusado de ser o mandante do assassinato de Jamal Khashoggi, jornalista opositor do governo saudita, em um consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

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Lula e Mohammed bin Salman
Torcedor do Al-Hilal segura fotografia de Mohammed Bin Salman
Mohammed bin Salman em encontro com o presidente Jair Bolsonaro
Mohammed Bin Salman, Donald Trump e Ahmed al-Sharaa
Príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante a Copa do Mundo de 2018, na Rússia
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Príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante a Copa do Mundo de 2018, na Rússia

Amin Mohammad Jamali/Getty Images
Lula e Mohammed bin Salman
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Lula e Mohammed bin Salman

Ricardo Stuckert/PR
Torcedor do Al-Hilal segura fotografia de Mohammed Bin Salman
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Torcedor do Al-Hilal segura fotografia de Mohammed Bin Salman

Matthew Ashton - AMA/Getty Images
Mohammed bin Salman em encontro com o presidente Jair Bolsonaro
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Mohammed bin Salman em encontro com o presidente Jair Bolsonaro

Reprodução
Mohammed Bin Salman, Donald Trump e Ahmed al-Sharaa
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Mohammed Bin Salman, Donald Trump e Ahmed al-Sharaa

Divulgação/Casa Branca

Em um relatório, divulgado em 2021, a Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA concluiu que bin Salman aprovou o assassinato do jornalista na representação diplomática.

Ainda assim, o príncipe herdeiro do trone saudita mantém relações pragmáticas com boa parte da comunidade internacional, como os EUA de Donald Trump e nações da União Europeia (UE).