Cientistas trabalham para criar mamute extinto há 10 milhões de anos

Pesquisadores utilizarão genoma de elefante asiático para recriar o animal pré-histórico. Investimento no projeto foi de US$ 15 milhões

atualizado

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Reprodução/Wikimedia Commons
Mamute clonado
1 de 1 Mamute clonado - Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O geneticista George Church, da Faculdade de Medicina de Harvard, e o empresário Ben Lamm estão investindo em um projeto que promete fazer voltar à vida um mamute extinto há 10 mil anos. A iniciativa já arrecadou um investimento de US$ 15 milhões.

Geneticamente, o animal é similar ao elefante asiático, o que permite a utilização de parte do genoma do paquiderme atual na recriação. O mamute tinha presas invertidas, se alimentava de plantas e habitava as regiões mais frias do planeta.

De acordo com cientistas ouvidos pela CNN, trazer o mamute de volta à vida pode ajudar na restauração do ecossistema do Ártico, no combate da crise climática e na preservação do elefante asiático. A hipótese é de que o animal pré-histórico fosse responsável por compactar a neve, o que preservava a grama embaixo daquela camada.

O objetivo, no entanto, não é criar um clone exato do gigante, uma vez que o DNA disponível é muito fragmentado e degradado. A ideia é gerar um híbrido entre o mamute e o elefante asiático tão perfeito que seja impossível apontar diferenças entre ele e o original. Os cientistas estimam que serão necessárias cerca de 50 alterações no genoma do elefante para que ele possa sobreviver no Ártico.

Filhotes em 6 anos

Segundo Ben Lamm, os primeiros filhotes estarão prontos em quatro a seis anos. O empresário é um dos fundadores da start-up Colossal, que pretende conduzir um projeto de “desextinção”, ou seja, trazer de volta animal extintos.

Ao lado de Lamm na criação da empresa, Church encabeça a ciência do projeto. Ele foi um dos responsáveis pela criação de porcos geneticamente modificados para terem órgãos idênticos ao de humanos, que podem ser destinados a pacientes de transplante.

O empresário ainda diz que há “zero pressão” para que o projeto lhe traga um retorno financeiro. Segundo ele, a intenção final é de que o esforço tecnológico possa ter outras aplicações na biotecnologia e na saúde humana.

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