CIA usou tecnologia secreta inédita para achar piloto abatido no Irã

O Ghost Murmur utiliza magnetometria quântica capaz de localizar o batimento cardíaco do soldado em meio ao deserto iraniano

atualizado

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Imagem colorida mostra caça F-35 destruído - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra caça F-35 destruído - Metrópoles - Foto: Divulgação/Mehr News Agency

O segundo aviador norte-americano do caça F-15E, abatido por um míssil iraniano em 3 de abril, foi resgatado no sul do país, no último domingo (5/4), graças a um dispositivo secreto que carregava consigo, com tecnologia altamente sofisticada de localização, usada pela primeira vez em campo pela CIA.

Chamada de Ghost Murmur (“murmur” é um termo clínico para um ritmo cardíaco), a tecnologia utiliza magnetometria quântica de longo alcance para encontrar a assinatura eletromagnética de um batimento cardíaco humano.

Depois, essa ferramenta combina os dados com um software de inteligência artificial para isolar a assinatura do ruído de fundo, conforme revelou o jornal The New York Post.

“Normalmente, esse sinal é tão fraco que só pode ser medido em ambiente hospitalar, com sensores pressionados quase contra o peito”, disse uma fonte ao jornal.

“Mas os avanços em um campo conhecido como magnetometria quântica — especificamente, sensores construídos em torno de defeitos microscópicos em diamantes sintéticos — aparentemente, tornaram possível detectar esses sinais a distâncias dramaticamente maiores.”

O local da queda foi propício para o uso e sucesso do Ghost Murmur, pois tinha baixa interferência eletromagnética, já que não havia quase nenhuma assinatura humana concorrente.

Além disso, o contraste térmico entre o corpo vivo do soldado e o solo frio do deserto à noite forneceu aos operadores uma camada de confirmação secundária.

“É como ouvir uma voz em um estádio, só que o estádio são mil quilômetros quadrados de deserto. Nas condições certas, se o seu coração estiver batendo, nós o encontraremos”, finalizou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a tecnologia, sem nomeá-la propriamente, na coletiva de imprensa que deu nessa segunda-feira (6/4), ao lado do diretor da CIA, John Ratcliffe.

Ele disse que o aviador, oficial de sistemas de armas da Força Aérea, conhecido publicamente apenas como “Cara 44 Bravo”, evitou a captura por quase 48 horas em terra, com a cabeça a prêmio, porque portava algo semelhante a um pager “muito sofisticado”.

A megaoperação de resgate mobilizou centenas de soldados e dezenas de aeronaves dos EUA.

“Quando eles saem para essas missões, certificam-se de ter bastante espaço nas baterias e de que elas estejam em boas condições. Funcionou muito bem… surpreendentemente e salvou sua vida”, disse Trump. “Ele escalou paredões rochosos, sangrando bastante, tratou seus próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização.”

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