Os governos da China e de Cuba enviaram 18 milhões de suprimentos médicos, incluindo anestésicos, vacinas, antibióticos, nutrientes para gestantes, analgésicos, protetores gástricos, entre outros. De acordo com a oposição venezuelana, 300 mil venezuelanos correm risco de morrer por falta de assistência.

Além dos medicamentos, há peças de reposição e kits de diagnóstico. O centro de distribuição está no porto de La Guaira, no estado de Vargas, e de lá as doações serão enviadas para diferentes locais do país. A expectativa é de que a distribuição ocorra durante uma semana.

O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, disse que os medicamentos chegaram em 64 contêineres, somando um total de 25 milhões de euros. De acordo com ele, os suprimentos foram negociados via Fundo Chinês e Organização Pan-Americana da Saúde.

As doações de Cuba e da China ocorrem no momento de acirramento da crise na Venezuela e do impasse político entre o presidente Nicolás Maduro e o interino, Juan Guaidó. Este conta com apoio de boa parte da comunidade internacional para envio de ajuda humanitária. Segundo o interino, há bloqueio para a chegada de doações externas.

Manifestantes protestam em Caracas, na Venezuela, contra o bloqueio imposto por Nicolás Maduro à ajuda humanitária de comida e remédios enviada ao país. Cuba e China são governos aliados de Maduro. Guaidó se queixa das dificuldades impostas para a entrada na Venezuela de doações de países que o apoiam, como o Brasil.