China contesta acusação de trabalho forçado e tarifas de 12,5% dos EUA
Os EUA propuseram aplicação de tarifas adicionais de 12,5% ao Brasil e mais 59 países por ligação com trabalho forçado
atualizado
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A China manifestou, nesta quarta-feira (3/6), forte oposição a tarifas “unilaterais” proposta pelo governo dos Estados Unidos (EUA) e negou as acusações de uso de trabalho forçado.
A declaração ocorre após uma investigação dos EUA concluir que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em impor, ou seja, estabelecer uma medida legal que proíba a importação de produtos que venham de trabalho forçado, e por isso, devem ser taxados em 12,5%.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, enfatizou que não existe o chamado trabalho forçado na China e que Pequim se opõe ao uso disso como pretexto para manipulação política.
“A China tem se oposto consistentemente a medidas tarifárias unilaterais sob todas as formas”, disse Mao. “Uma guerra tarifária ou guerra comercial não atende aos interesses de ninguém. As questões econômicas e comerciais devem ser resolvidas com base na igualdade, no respeito mútuo e no benefício mútuo, por meio de diálogo e consulta”, afirmou em coletiva de imprensa.
Tarifaço por trabalho forçado
A decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de recomendar uma taxação adicional a produtos importados brasileiros, nessa terça-feira (2/6), também vale para outros 59 países, com uma diferenciação entre taxas de 10% a 12,5%.
De acordo com as investigações, os países afetados pelas novas taxas foram divididos em dois grupos devido a falhas no combate ao trabalho forçado:
- Falta de legislação (taxação de 12,5%): 54 nações falharam em criar leis que proíbam a importação desses produtos. Entre elas estão Brasil, China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça.
- Falta de fiscalização: Outros seis países possuem as leis, mas falharam em aplicá-las na prática por meio de investigações e apreensões. São eles: Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.