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China condena envio de navios dos EUA à Venezuela: “Ameaçaram a paz”

O pronunciamento acontece após o ataque de um navio militar norte-americano a um barco pesqueiro da Venezuela

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida, China condena envio de navios dos EUA a Venezuela- Metrópoles - Foto: VCG via Getty Imagens

O governo chinês condenou as ações dos Estados Unidos em águas internacionais do Caribe, próximo às costas venezuelanas. Para o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, o envio de navios de guerra norte-americanos à Venezuela, com o pretexto de combater o narcotráfico, “ameaçaram a paz e segurança regionais”.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (15/9) durante uma coletiva de imprensa.

“Essas ações dos EUA ameaçaram a paz e a segurança regionais, violaram gravemente a soberania, a segurança e os direitos legítimos de outros países e infringiram o direito internacional”, disse Lin.

O pronunciamento ocorre após o ataque de um navio militar norte-americano a um barco pesqueiro da Venezuela. Segundo o governo venezuelano, um destroyer dos EUA ocupou uma embarcação da Venezuela “de forma ilegal e hostil”.

Anteriormente, uma outra ofensiva norte-americana a um navio no Caribe resultou em 11 mortos. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, explicou que o barco atingido era de origem venezuelana e composto por “narcoterroristas” venezuelanos da facção Tren de Aragua, mas não apresentou sem provas concretas.

Diante das notícias sobre as ofensivas dos EUA, Lin Jian afirmou que a China apoiará de forma consistente a cooperação internacional para combater o crime “transnacional”. Jian considera que os navios dos EUA não estão sendo enviados para acabar com o narcotráfico, mas com o motivo de querer interferir nos “assuntos internos da Venezuela”.

“A China apoia consistentemente o fortalecimento da cooperação internacional para combater o crime transnacional, mas se opõe ao abuso unilateral da força e à interferência externa nos assuntos internos da Venezuela sob qualquer pretexto”, observou Lin.

Ameaça regional

O pesqueiro afundado por navios norte-americanos era tripulado por nove pessoas e estava na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país, a 48 milhas náuticas de distância do porto. Segundo o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, 18 militares armados ocuparam o barco e impediram a comunicação dos tripulantes, o que configura uma “provocação direta através do uso ilegal dos meios militares”.

O episódio se soma à crescente tensão entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro. Nessa sexta (12/9), Maduro convocou a população para “uma luta armada” e decidiu mobilizar uma operação militar em 284 pontos do país em resposta ao envio de navios norte-americanos à costa venezuelana, sob a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas.

EUA x Venezuela

Apontado como chefe do cartel de Los Soles pelo governo Trump, Maduro está no centro de recentes pressões militares norte-americanas na América Latina.

Depois de apontar o presidente venezuelano com como chefe da organização, Trump enviou uma frota de navios de guerra e caças F-35 para o Caribe, próximo à região costeira da Venezuela.

Muito mais que uma simples retórica, a medida abre precedentes para que operações militares dos EUA sejam realizadas em outros país, sob a bandeira da guerra contra o terrorismo.

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