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Mundo

Regime Maduro acusa EUA de atacar barco de pesca da Venezuela

Ministério das Relações Internacionais da Venezuela diz que destroyer dos EUA ocupou embarcação "de forma ilegal e hostil" por 8 horas

Repórter de Mundo13/09/2025 17:36
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Reprodução/MRE da Venezuela
imagem colorida do ministro das relações internacionais da Venezuela Yvan Gil mostrando a ação dos EUA

O governo da Venezuela disse, neste sábado (13/9), que um navio militar dos Estados Unidos atacou um barco pesqueiro na costa venezuelana. O caso ocorreu nessa sexta-feira (12/9). Segundo o Ministério das Relações Internacionais do governo de Nicolás Maduro, um destroyer norte-americano ocupou a embarcação “de forma ilegal e hostil” durante oito horas.

O pesqueiro era tripulado por nove pessoas e estava na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país, a 48 milhas náuticas de distância do porto. Segundo a nota lida pelo ministro Yvan Gil, 18 militares armados ocuparam o barco e impediram a comunicação dos tripulantes, o que configura uma “provocação direta através do uso ilegal dos meios militares”.

“O episódio reflete a postura vergonhosa de alguns segmentos políticos de Washington D.C. que, de maneira irresposável, comprometem recursos militares de altíssimo custo e soldados treinados para justificar aventuras bélicas, atentando contra o próprio prestígio e honra militar”, diz o comunicado.

Segundo o governo Maduro, a suposta ação norte-americana foi monitorada pelas forças armadas venezuelanas “minuto a minuto”. O país exige que os norte-americanos cessem as ações militares na região.

O episódio se soma à crescente tensão entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro. Nessa sexta, Maduro convocou a população para “uma luta armada” e decidiu mobilizar uma operação militar em 284 pontos do país em resposta ao envio de navios norte-americanos à costa venezuelana, sob justificativa de combater o tráfico internacional de drogas.

Na semana passada, o governo dos EUA afundou um navio venezuelano e deixou 11 pessoas mortas em uma ação contra narcotraficantes. O governo Maduro condenou o ataque, mas pediu diálogo e não revidou militarmente, até o momento.