Chefe do Pentágono anuncia revisão das forças dos EUA na Europa
Pete Hegseth fez duras críticas á Otan pela falta de apoio durante a guerra no Irã: "Foi vergonhoso"

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou, nesta quinta-feira (18/6), que os Estados Unidos vão fazer uma revisão de seis meses da presença das forças armadas na Europa. A medida foi anunciada em meio a críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Hegseth fez duras críticas aos aliados por não terem permitido o uso de bases na Europa para lançar ataques contra o Irã. “Muitos de nossos aliados disseram não ou tentaram nos afogar em debates legais arcanos, ou nos criticaram publicamente por fazer o que eles não estão preparados ou capazes de fazer sozinhos — foi vergonhoso”, afirmou a ministros da Defesa da Otan reunidos na sede da aliança em Bruxelas.
O chefe do Pentágono também cobrou um aumento dos investimentos em defesa por parte dos aliados. “Nossas contribuições anuais à Otan serão contingentes à medida que outros países atingirem suas metas de gastos com defesa. Onde outros aliados não gastarem com urgência, nossas contribuições de taxas diminuirão”, destacou.
.@SECWAR “As President Trump put it, he gave our allies a test—to support America when we asked for their help—and too many failed it.
The United States has defended Europe for GENERATIONS, and all the President said was that our jets need to take off from bases in Europe or our… pic.twitter.com/bvQy9FQQaG
— DOW Rapid Response (@DOWResponse) June 18, 2026
Críticas à Otan
Desde o início da guerra contra o Irã, o presidente Donald Trump tem feito críticas públicas à Otan. A aliança militar fundada em 1949 é formada por 31 países da América do Norte e da Europa que têm como objetivo a defesa mútua.
Trump requisitou usar bases de aliados para fazer ataques ao Irã. Os países, no entanto, não autorizaram. Em abril, ele questionou a efetividade da aliança e o nível de compromisso dos países membros.
“A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho. Eles são um tigre de papel”, declarou Trump. A expressão se refere a algo que parece perigoso, mas é inofensivo.
Ele também afirmou que os Estados Unidos consideraram sair da aliança. “Nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e [Vladimir] Putin [presidente russo] também sabe disso, aliás”, disse.


