Cessar-fogo se mostra frágil e guerra civil na Síria continua

Estimativa é de que mais de 500 pessoas já morreram desde o último fim de semana, quando uma nova onda de violência atingiu a Síria

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra combatentes na Síria - Metrópoles - Foto: Ali Haj Suleiman/Getty Images

A guerra civil na Síria continua, já matou mais de 500 pessoas e deslocou milhares da província de Sweida na última semana, apesar de um recente cessar-fogo. Os conflitos, envolvendo drusos, tribos beduínas e forças do novo governo sírio, explodiram no último domingo (13/7).


O que está acontecendo na Síria?

  • A Síria enfrenta uma nova onda de violência, com conflitos étnicos que mataram quase 600 pessoas desde o último dia 11 de julho.
  • Os novos confrontos envolvem a minoria drusa, que vive em partes da Síria, e tribos beduínas.
  • O estopim aconteceu após beduínos árabes sunitas, a mesma orientação religioso do grupo que comanda a Síria atualmente, atacarem e roubarem o carro de um druso.
  • A ação desencadeou retaliações de milícias drusas e uma onda de sequestros e combates passou a tomar conta de Sweida.
  • Na tentativa de conter a escalada, o novo governo da Síria, liderado por Ahmed al-Sharaa, enviou tropas para a região de Sweida, onde os combates se concentraram. Os militares, contudo, se uniram aos beduínos na batalha contra os drusos — etnia que mantém relações históricas com Israel.
  • Por conta do que chamou de perseguição contra os drusos na Síria, Israel lançou ataques na Síria. 
  • A sede do exército da Síria, assim como áreas próximas ao Palácio Presidencial, ambos na capital Damasco, foram atacados por Israel.
  • Dois acordos de cessar-fogo foram anunciados pelo governo da Síria, e tropas governamentais se retiraram de Sweida. Os conflitos étnicos, contudo, continuam. 

Na última quarta-feira (16/7), o Ministério do Interior da Síria e lideranças da minoria drusa no país anunciaram uma trégua após dias de intensos conflitos no sul do país. Tropas governamentais, então, se retiraram da província após serem acusadas de atuar ao lado dos beduínos.

Ainda assim, combates continuam sendo registrados na região de Sweida no sexto dia de conflitos. Segundo dados do Observatório Sírio de Direitos Humanos, homens armados de tribos beduínas invadiram a província, habitada majoritariamente por drusos, para atacar milícias locais.

Nenhuma morte foi registrada nos últimos combates, tendo em vista que a maioria das vilas de Sweida foi esvaziada após a recente escalada de violência. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), quase 2 mil famílias foram deslocadas de suas casas na região desde o início dos conflitos.

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Combatentes na Síria
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Onda de violência na Síria

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Sem medo da guerra

Após os ataques de Israel contra a Síria, que chegaram a atingir a capital Damasco, o presidente interino do país, Ahmed al-Sharaa, disse não ter medo de uma possível guerra contra o país liderado por Benjamin Netanyahu. 

Em um discurso televisivo, o ex-jihadista ligado a Al-Qaeda acusou Israel de ameaçar e desestabilizar o país, por meio de operações militares, desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. 

Apesar disso, al-Sharaa afirmou que colocou os “interesses dos sírios acima do caos e destruição”, por isso buscou um acordo de cessar-fogo.

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