Caso Epstein: vítima diz ao FBI que Trump a estuprou na adolescência
Aliciada por Epstein, a mulher disse ao FBI que o crime ocorreu na década de 1980. Ela diz ter sido agredida após morder o pênis de Trump
atualizado
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, nessa quinta-feira (6/3), uma entrevista inédita de uma vítima do caso Epstein ao Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês).
A mulher, que não teve a identidade revelada, alegou ter sido estuprada por Donald Trump quando era adolescente, na década de 1980, após ter sido apresentada a ele pelo financista pedófilo Jeffrey Epstein.
Os arquivos são de agosto e outubro de 2019, mas só foram divulgados agora. A mulher disse que o abuso aconteceu quando tinha entre 13 e 15 anos. Na época, Epstein a levou para “Nova York ou Nova Jersey”, onde, “em um prédio muito alto com salas enormes”, ele a apresentou a Trump.
Trump, segundo ela, “não gostou que eu fosse uma menina-menino”, o que foi interpretado pelos agentes do FBI como sendo uma “tomboy”, termo em inglês que designa meninas ou mulheres que se identificam com comportamentos, estilos de vestimenta ou atividades culturalmente associados ao universo masculino.
A mulher disse que outras pessoas estavam presentes, mas não se lembrava quem, apenas de que todos ficaram excitados quando Trump pediu que eles saíssem da sala e disse algo como: “Deixe-me ensinar a vocês como as meninas pequenas devem se comportar”.
Depois, Trump teria aberto o zíper da calça e colocado a cabeça dela “em direção ao seu pênis”, quando ela o “mordeu com força”. Em resposta, ele puxou o cabelo dela e deu um soco na lateral da cabeça e disse: “Tirem essa vadiazinha daqui”.
Nesse momento, segundo ela, outras pessoas voltaram a entrar na sala. Não há informações de como o suposto estupro terminou ou como a mulher saiu da situação.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as alegações como “acusações completamente infundadas, sem qualquer evidência credível, vindas de uma mulher lamentavelmente perturbada que possui um extenso histórico criminal”.
“A total falta de fundamento dessas acusações também é corroborada pelo fato óbvio de que o Departamento de Justiça de Joe Biden tinha conhecimento delas há quatro anos e não fez nada a respeito — porque sabia que o presidente Trump não havia feito absolutamente nada de errado. Como já dissemos inúmeras vezes, o presidente Trump foi totalmente exonerado com a divulgação dos Arquivos Epstein”, afirmou Leavitt.
Por que o depoimento não foi revelado antes?
O Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes está investigando se os documentos relacionados a Epstein foram indevidamente ocultados do público.
Na semana passada, o deputado Robert Garcia (D-Califórnia) afirmou nas redes sociais que os democratas da Comissão de Supervisão têm investigado há semanas a atuação do FBI em relação às alegações de abuso sexual feitas pela mulher.
“Os democratas responsáveis pela supervisão podem confirmar que o Departamento de Justiça parece ter retido ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente que acusou o presidente Trump de crimes hediondos”, acrescentou ele.
O Departamento de Justiça respondeu ao post de Garcia e disse que os democratas da Comissão de Supervisão “deveriam parar de enganar o público enquanto fabricam indignação em sua base radical anti-Trump. NADA foi apagado”, alegou o órgão. “Se os arquivos foram temporariamente retirados para ocultar informações das vítimas ou informações de identificação pessoal, esses documentos serão prontamente restaurados online e estarão disponíveis ao público”, continuou a publicação.
“TODOS os documentos solicitados foram produzidos, a menos que se enquadrem em uma das seguintes categorias: duplicados, confidenciais ou parte de uma investigação federal em andamento,” finalizou o departamento.
