Caso Epstein: Trump se pronuncia sobre prisão do ex-príncipe Andrew

Donald Trump disse que o caso é “muito triste” ao falar sobre a prisão de Andrew ligada à investigação do caso Epstein

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1 de 1 imagem colorida de donald trump - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a prisão do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, ocorrida nesta quinta-feira (19/2), no Reino Unido. A declaração foi feita a bordo do avião presidencial Air Force One.

“De certa forma, sou especialista no assunto, pois fui totalmente inocentado, então posso falar sobre isso… é uma coisa muito triste.” Em seguida, ele mencionou o monarca britânico: “Seu irmão, que virá ao nosso país muito em breve, o rei, é um homem fantástico… é uma coisa muito triste.”

Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e ex-duque de York, foi preso em casa, na propriedade de Sandringham House, em Norfolk, na Inglaterra, no dia em que completou 66 anos. A detenção ocorreu por volta das 8h (horário do Reino Unido) e está relacionada a investigações ligadas ao caso de Jeffrey Epstein, que liderou um esquema de exploração sexual de mulheres e menores.

Andrew Mountbatten-Windsor, ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão foram incluídas no último lote de arquivos divulgado sobre o caso de Jeffrey Epstein
Imagens de Andrew ajoelhado sobre uma mulher foram incluídas no último lote de arquivos divulgado sobre o caso de Jeffrey Epstein

Segundo comunicado da Thames Valley Police, a prisão ocorreu após uma “avaliação minuciosa” de informações recebidas pelas autoridades, que resultou na abertura de investigação. A polícia informou ainda que diligências estão sendo realizadas em diferentes propriedades associadas ao ex-integrante da família real britânica.

O ex-príncipe também já havia sido acusado de abuso sexual pela norte-americana Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema ligado a Epstein.

De acordo com as autoridades, a investigação apura suspeitas de “má conduta em cargo público”. Entre os pontos analisados está a possibilidade de que Andrew tenha repassado informações secretas do Reino Unido ao magnata. Na época em que os fatos teriam ocorrido, ele atuava como representante do comércio britânico.

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Andrew, duque de York
Andrew é irmão do rei Charles III e filho da rainha Elizabeth II
Andrew é irmão do rei Charles III
O ex-duque de York perdeu os status reais no ano passado
A prisão ocorreu no dia em que o ex-príncipe comemora 66 anos
Andrew está envolvido no caso Epstein
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Andrew está envolvido no caso Epstein

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A prisão ocorreu no dia em que o ex-príncipe comemora 66 anos
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A prisão ocorreu no dia em que o ex-príncipe comemora 66 anos

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Cerca de 11 horas depois da prisão, Andrew foi visto deixando a delegacia de polícia de Aylsham, ainda na tarde desta quinta-feira (19/2), segundo a imprensa britânica. Em registros fotográficos divulgados pela imprensa, ele aparece no banco de trás de um carro, com expressão considerada tensa.

Veja imagem:

Na foto o príncipe Andrew
O príncipe Andrew é liberado após detenção

Ligação de Andrew com Epstein

E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Andrew Mountbatten-Windsor – anteriormente conhecido como príncipe Andrew – compartilhou informações sensíveis e até mesmo sigilosas com Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante do comércio do Reino Unido.

A relação do filho da rainha Elizabeth II com o magnata norte-americano, morto em 2019 e que foi acusado e condenado por exploração sexual e tráfico sexual de menores, afastou Andrew da família real e de cargos públicos em seu país.

Nas mensagens trocadas entre o então duque de York e o empresário e financista norte-americano, Andrew encaminha a Epstein dois relatórios de viagens que o membro da família real inglesa fez a países na Ásia. Os documentos foram feitos por uma secretária de Andrew.

A queda do terceiro filho da falecida rainha Elizabeth II começou em 2019, quando ele deixou a vida pública após a repercussão da amizade com o empresário Jeffrey Epstein, chefe de um esquema de exploração sexual de mulheres e jovens.

Andrew continuou com os patrocínios reais e títulos militares, além continuar residindo em Royal Lodge, mansão com 31 quartos. Em janeiro de 2022, Elizabeth II retirou de maneira definitiva todos os cargos militares concedidos a ele. A decisão ocorreu após veteranos das Formas Armadas pressionarem a monarca, em razão da denúncia de abuso sexual exposta por Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema de Epstein.

Uma das provas de Virginia Giuffre no caso de assédio sexual é a fotografia em que o príncipe Andrew a abraça. Ghislaine surge ao fundo

A vítima

Virginia acusava Andrew desde 2011, mas só em 2021 o caso de abuso sexual ganhou novas proporções. Ela afirmou que a forçaram a fazer sexo com o irmão do rei Charles por três vezes. Na primeira relação dos dois, a australiana tinha 17 anos.

O crime teria ocorrido em Londres, na mansão de Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein e aliciadora do esquema de pedofilia. Já o segundo e o terceiro episódios teriam acontecido nas propriedades de Epstein em Manhattan e nas Ilhas Virgens, dos EUA, respectivamente.

Virginia chegou a recorrer à Justiça dos Estados Unidos e processar Andrew, que optou por fazer um acordo extrajudicial com a australiana, em fevereiro de 2022. Anos se passaram e em abril deste ano, Giuffre cometeu suicídio.

Momentos vividos por ela ao lado do ex-príncipe foram publicados no livro intitulado Garota de Ninguém: Memórias de Sobrevivência ao Abuso e Luta pela Justiça, em tradução livre.

As lembranças em torno da tragédia que marcou a vida de Virginia Giuffre, quando ainda era menor de idade, foram publicadas após sua morte. Entre recordações dos abusos sofridos, a australiana expôs detalhes de episódios que envolvem diretamente Andrew, como uma fotografia tirada e que foi usada por ela para provar o contato entre ambos.

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