
Claudia MeirelesColunas

De aniversário a receio de Charles: veja detalhes da prisão de Andrew
Irmão do rei Charles III, o ex-príncipe Andrew foi preso nesta quinta-feira (19/2). O ex-duque de York está sob custódia policial
atualizado
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Aniversariante desta quinta-feira (19/2), Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta manhã, na residência temporária Wood Farm, na propriedade de Sandringham, no condado inglês de Norflk. Ele completa 66 anos. Irmão do rei Charles III, o ex-príncipe está sob custódia policial pelo crime de má conduta no exercício do cargo público.
“Andrew Mountbatten-Windsor passou a manhã do seu aniversário com a polícia batendo à sua porta”, escreveu o portal britânico The Mirror. A investigação está relacionada ao caso de Jeffrey Epstein (1953-2019), líder de um esquema de exploração sexual de mulheres e menores de idade. As autoridades apuram se o ex-príncipe passou informações secretas do Reino Unido para o magnata. À época, o irmão de Charles atuava como representante do comércio britânico.
De acordo com o comunicado da polícia do Vale do Tâmisa, a prisão de Andrew ocorreu após uma “avaliação minuciosa” de informações recebidas pelas autoridades, o que levou a uma investigação. A instituição confirmou que diligências estão em andamento em diferentes propriedades associadas ao ex-integrante da realeza britânica.
Fotografias de carros policiais descaracterizados e agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, pouco depois das 8h, foram publicadas nesta quinta-feira (19/2). As informações são do jornal britânico The Guardian. Segundo o especialista em questões da família real Andrew Lownie, a prisão já era esperada e a polícia estava “claramente se organizando”.

“Pior já havia passado”
Ao The Mirror a comentarista de assuntos família real Jennie Bond analisou a situação: “Em seu último aniversário, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, continuava a bloquear a divulgação dos arquivos de Epstein, Andrew provavelmente pensava que o pior já havia passado. Como ele estava enganado. Para Andrew Mountbatten-Windsor, este é realmente um momento de grande tensão”.
Ao portal o correspondente policial Danny Shaw destacou que o ex-duque de York pode ser detido pela polícia por 12 a 24 horas antes de ser formalmente acusado ou liberado enquanto as investigações continuam.
“Em casos raros, a polícia pode manter alguém sob custódia por até 96 horas antes de acusá-lo formalmente, mas precisaria solicitar várias prorrogações em um tribunal de primeira instância”, explicou o The Mirror.

Shaw revelou que o ex-príncipe deverá ficar “em uma cela em uma ala de custódia”, com apenas uma cama e um vaso sanitário. Ele permanecerá no espaço enquanto espera ser interrogado pela polícia. Segundo a mídia, o ex-duque de York não receberá tratamento especial. A emissora britânica BBC noticiou que notebooks, telefones e outros dispositivos de comunicação podem ser apreendidos nas investigações.
Preocupação do rei Charles III
Ao site Daily Mail uma fonte salientou que o rei Charles estaria preocupado com o fato de Andrew não reconhecer a própria “realidade” de que havia deixado a vida pública, em 2019, após envolvimento com os crimes de Epstein. À época, o então príncipe tinha sido acusado por mulheres de terem sido abusadas por ele quando eram menores de idade.

Quando ainda morava na mansão de Royal Lodge, em Windsor, Andrew fazia regulares passeios a cavalos e acenava para as pessoas que passavam pelas proximidades. Essa atitude do ex-príncipe “remetia aos seus tempos na realeza, quando estava acostumada à adulação e ao respeito”, segundo o mensageiro.
“Andrew está tendo dificuldades em reconhecer a realidade, e isso estava causando crescente preocupação no Palácio [de Buckingham] — tanto como um sinal de seu estado mental quanto porque não seria bem visto pelo público vê-lo ainda desfrutando dos privilégios da realeza”, sustentou a fonte.
Na avaliação da especialista real Jennie Bond, Andrew causou “dano à reputação da monarquia”. Ela compartilhou que o ex-duque de York é “um homem arrogante e autoconfiante”. “Ele deve estar vivendo com medo constante do que será revelado a seguir. Neste momento, só ele sabe se há mais por vir”, ponderou.

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