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Mundo

Starmer diz a Lula que apoia Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, teve encontro bilateral nesta quarta com o presidente Lula

25/09/2024 13:21, atualizado 25/09/2024 13:50
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Ricardo Stuckert/PR
Keir Starmer e Lula

Nova York — Em encontro bilateral na manhã desta quarta-feira (25/9), o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discutiram a reforma dos organismos internacionais. O Metrópoles apurou que Starmer disse a Lula que apoia a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em seu discurso na abertura da 79ª Assembleia Geral, na terça (24/9), Lula saiu em defesa de representação da África e da América Latina, países do chamado Sul Global, no Conselho de Segurança da ONU.

Mais cedo, em reunião ministerial do G20 realizado às margens da ONU, Lula defendeu revisar a Carta da organização forma de remodelar o organismo multilateral.

“Na sua atual configuração, o Conselho de Segurança tem se mostrado incapaz de resolver conflitos, e menos ainda de preveni-los… Com mais representatividade, em especial da África e América Latina e Caribe, teremos mais chance de superar a polarização que paralisa o órgão”, disse Lula na reunião desta quarta-feira.

Outros assuntos

As duas autoridades discutiram o cenário político internacional, a transição energética e as prioridades brasileiras à frente do G20, cuja presidência termina no final de 2024. O Rio de Janeiro vai receber a Cúpula de Líderes nos dias 18 e 19 de novembro.

Segundo o Palácio do Planalto, a “grave situação” do Oriente Médio e a defesa de um cessar-fogo lá e no conflito entre Ucrânia e Rússia também foram discutidas.

O presidente Lula fez um convite a Starmer para visita oficial ao Brasil no próximo ano, incluindo uma agenda empresarial e de cooperação de sindicalistas por avanços trabalhistas. Há 12 anos o país não recebe visita de um primeiro-ministro do Reino Unido e, segundo o governo brasileiro, o ano de 2025 é simbólico por marcar os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois lados.