Brics termina reunião sem declaração conjunta, após racha sobre guerra

Presidência indiana divulgou apenas uma declaração, que contempla todos os consensos e registra os pontos nos quais houve alguma divergência

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Imagem colorida mostra homem varrendo o chão, com bandeiras dos países do Brics ao fundo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra homem varrendo o chão, com bandeiras dos países do Brics ao fundo - Metrópoles - Foto: Per-Anders Pettersson/Getty Images

O encontro dos chanceleres do Brics terminou nesta sexta-feira (15/5), na Índia, sem uma declaração conjunta do grupo. A situação reflete o desentendimento entre Irã e Emirados Árabes Unidos sobre a guerra no Oriente Médio. A presidência indiana divulgou apenas uma declaração, que contempla todos os consensos e registra os pontos nos quais houve alguma divergência. 

Em entrevista ao Metropóles, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o representante dos Emirados Árabes, vice-ministro das Relações Exteriores Khalifa Shaheen Al Marar, não apresentou outra questão na reunião que não fosse a guerra, bem como as respostas que o Irã deu aos Estados Unidos em solo emiradense.

“Essa situação foi verdadeiramente lamentável, e eu me vi obrigado a explicar completamente ali, para os membros da reunião e para os países presentes no Brics, que normalmente não abordamos essas questões, mas, afinal, tudo tem limite”, disse o chanceler iraniano. “Os Emirados, nesta guerra, ficaram ao lado dos Estados Unidos e de Israel”, completou.

Por outro lado, o vice-chanceler Khalifa Shaheen Al Marar disse não ter aceitado “as alegações do Irã e as tentativas de justificar os ataques terroristas iranianos”.

“Apesar das inúmeras resoluções e condenações internacionais e regionais emitidas, o Irã continuou seus ataques terroristas contra os Emirados Árabes Unidos e outros países da região, em claro desrespeito ao consenso internacional”, disse o vice-chanceler emiradense no encontro com autoridades do Brics.

O grupo não entrou em acordo sobre dois pontos que estariam na declaração:

  • Os ministros recordaram que a Faixa de Gaza é parte inseparável do Território Palestino Ocupado. Sublinharam, a este respeito, a importância da unificação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina e reafirmaram o direito do povo palestino à autodeterminação, incluindo o direito a um Estado palestino independente. Apelaram à comunidade internacional para que apoie a Autoridade Palestina na implementação de reformas que permitam satisfazer as legítimas aspirações dos palestinos à independência e à criação de um Estado.
  • Os Ministros enfatizaram a importância de assegurar o exercício dos direitos e liberdades de navegação das embarcações de todos os Estados no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, em conformidade com o direito internacional. Encorajaram o reforço dos esforços diplomáticos por todas as partes para esse fim, incluindo a abordagem das causas do conflito, e o apoio contínuo ao diálogo e ao processo de paz no Iémen sob os auspícios da ONU. Sublinharam ainda a urgência de se abordar a crise humanitária no Iémen, incluindo a segurança alimentar e o acesso a serviços básicos. Enfatizaram a necessidade de que os esforços para alcançar a estabilidade, a prosperidade e a segurança a longo prazo requerem o papel e as contribuições dos países da região.

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