Brasileiros enviam carta a Maduro e fazem apelo aos EUA
Ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está preso nos Estados Unidos desde o início de janeiro
atualizado
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Um grupo de brasileiros enviou uma carta à Nicolas Maduro e pediu a libertação “imediata” do ex-presidente da Venezuela e de sua esposa, Cilia Flores. O documento, divulgado nesta segunda-feira (30/3), é assinado pela organização Levante Popular da Juventude.
No documento, a organização classifica a operação que resultou na captura do líder chavista de “sequestro”. Uma ação ordenada por “quem se comporta como xerife das Américas e do mundo”, disse o grupo, se referindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Exigimos a sua imediata libertação, Nicolás e Cilia, e denunciamos os covardes ataques do imperialismo à Venezuela, ataques estes que desrespeitam os princípios do direito internacional, a soberania e autodeterminação dos povos”, diz um trecho da carta publicada pela organização política de esquerda.
Maduro e Cilia estão detidos nos Estados Unidos desde o início de janeiro, quando foram capturados após um ataque norte-americano contra a Venezuela. A operação aconteceu no contexto da ofensiva lançada por Trump na América Latina, sob o pretexto de combater o tráfico de drogas na região.
Durante o primeiro mandato de Donald Trump, os EUA acusam Maduro de manter ligações com o tráfico internacional. Em 2020, Washington passou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões de dólares por informações que pudessem levar a captura de Maduro.
As acusações surgiram após uma crise interna no país latino-americano em 2019. Na época, o opositor Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, e contou com o apoio dos EUA e de parte da comunidade internacional. Apesar da pressão, que incluiu até mesmo uma tentativa de intervenção de mercenário estrangeiros, Maduro se manteve no poder.
Atualmente, o ex-presidente venezuelano enfrenta quatro acusações criminais na Justiça dos EUA. São elas: narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, conspiração, e posse de armas e explosivos. Ao lado da esposa, Cilia Flores, ele aguarda julgamento em Nova York, e se diz inocente.
Não ficou claro se a carta do Levante Popular da Juventude chegou ao ex-líder da Venezuela. Maduro está detido em uma prisão federal de segurança máxima, localizada no Brooklyn, em Nova York.
