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“Inferno na Terra”: conheça “prisão dos famosos” onde está Maduro

Maduro foi levado à penitenciária federal MDC do Brooklyn, lugar descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na terra”

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1 de 1 Imagem colorida, presídio onde Maduro está detido - Metrópoles - Foto: Montagem/Reprodução/Casa Branca/ Adam Gray/GettyImages

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segue detido em uma penitenciária federal, e a única disponível no Brooklyn, em Nova York (EUA), após passar por audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, nesta segunda-feira (5/1).

O chavista, que foi capturado em Caracas por militares norte-americanos nesse sábado (3/1), foi levado ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”. Chamada também de “prisão dos famosos”, o espaço abriga mais de 1,3 mil detentos.


Captura e julgamento

  • Os Estados Unidos atacaram, no último sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela. O mandatário norte-americano, Donald Trump, confirmou a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da esposa dele, Cilia Flores.
  • Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
  • Ainda nesta segunda-feira, durante a audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, o presidente da Venezuela se declarou inocente e também disse que é um homem decente e “presidente sequestrado”.
  • Cilia Flores acompanhou o marido e também se declarou “completamente inocente”. No decorrer da audiência, o juiz Alvin K. Hellerstein comunicou ao chavista e à esposa que ambos têm o direito de solicitar contato com o consulado da Venezuela. Eles manifestaram interesse em receber a visita consular.
  • Agora Maduro permanecerá no local enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março deste ano, segundo a imprensa internacional.

Saiba sobre presídio onde Maduro está detido

Construído na década de 1990, o local onde o chavista está detido é um grande complexo prisional de concreto e aço localizado no bairro do Brooklyn. A unidade fica a poucos metros do porto de Nova York e a cerca de cinco quilômetros de pontos turísticos como a Quinta Avenida e o Central Park.

O prédio ocupa a área onde funcionavam antigos armazéns usados para o depósito e a distribuição de mercadorias transportadas por navios que atracavam no terminal marítimo. Posteriormente, o MDC foi inaugurado com o objetivo de diminuir a superlotação do sistema carcerário da cidade estadunidense.

Embora tenha sido projetado para abrigar presos provisórios, onde homens e mulheres aguardam julgamento nos tribunais federais de Manhattan e do Brooklyn, o centro também mantém detentos já condenados a penas de curta duração, segundo o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos (BOP, na sigla em inglês).

A estrutura do presídio é cercada por barricadas de aço e equipada com câmeras de vigilância de longo alcance. Nas últimas horas, a segurança externa do local foi reforçada.

Embora tenha formato vertical, o complexo conta com espaços para práticas esportivas ao ar livre, unidade de saúde, consultório odontológico e até uma biblioteca, segundo a rede pública americana PBS.

Não existem informações oficiais a respeito das condições internas das celas. Entretanto, relatos da mídia estadunidense e internacional indicam que os espaços são reduzidos e que os presos permanecem confinados na maior parte do dia.

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Manifestantes venezuelanos se concentraram em frente ao presídio
Maduro após audiência nos EUA
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, preso nos EUA
MDC, no Brooklyn
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Maduro após audiência nos EUA
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, preso nos EUA
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, preso nos EUA

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Violência e precariedade

Projetado para abrigar até 1.000 presos, o MDC opera atualmente com 1.336 detentos, conforme dados do BOP. A maioria aguarda julgamento na Justiça Federal de Nova York – o caso de Maduro.

Apesar de contar com estrutura médica e áreas recreativas, a unidade é alvo de denúncias recorrentes de violência extrema, falta de funcionários e tráfico de drogas e outros produtos ilícitos.

Documentos judiciais mostraram que o MDC operava com apenas 55% do quadro de funcionários em 2024. No mesmo ano, ao menos três presos morreram esfaqueados dentro da unidade, além de dezenas de outros episódios de violência que terminaram com feridos.

O MDC também já esteve no centro de escândalos de corrupção. Em março do ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou o indiciamento de 25 pessoas – entre presos e ex-agentes penitenciários – em 12 casos envolvendo violência e contrabando.

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
Nicolás Maduro capturado pelos EUA
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Nicolás Maduro capturado pelos EUA

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)
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Maduro foi capturado no sábado (3/1)

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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

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Presos famosos

Mesmo diante das más condições, o MDC do Brooklyn é frequentemente escolhido para custodiar presos influentes e famosos. A unidade já recebeu nomes como os rappers R. Kelly, condenado por crimes sexuais, e Sean “Diddy” Combs, condenado por tráfico sexual, entre outros delitos.

A situação da prisão foi usada pela defesa de Combs para tentar obter prisão domiciliar. Os advogados citaram assassinatos ocorridos na unidade e afirmaram que o MDC “não é um lugar adequado para manter qualquer pessoa detida”.

O ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández ficou preso no local por mais de três anos, até ser transferido para outra unidade em junho de 2025. O ex-secretário de Segurança Pública do México Genaro García Luna também passou um período detido no MDC.

Outro nome de peso que esteve na prisão foi o narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán. A lista inclui ainda figuras históricas do crime organizado, como John Gotti, além de membros da Al Qaeda presos após os atentados de 11 de setembro de 2001, entre outros.

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