Brasileira sofre racismo na Alemanha e rebate suspeita no mesmo idioma
Brasileira surpreendeu agressora, que acreditava que ela não entendia o idioma. Caso ocorreu no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha
atualizado
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A brasileira Ionara Sech (foto em destaque), natural do Ceará, publicou nas redes sociais um vídeo em que mostra o momento em que sofreu ataques racistas e xenofóbicos no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, na última quarta-feira (6/5).
Morando no país europeu há quase oito anos, Ionara estava acompanhada de duas amigas brasileiras enquanto aguardavam a chegada de um familiar de uma delas.
Confira momento:
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Neste momento, o grupo falava em português, segurava cartazes e uma bandeira do Brasil para receber o parente, que desembarcaria no local. As amigas usavam fantasias para surpreender o familiar no aeroporto.
Durante a espera, uma mulher começou a fazer comentários racistas e xenofóbicos em alemão, acreditando que nenhuma delas entendia o idioma.
O episódio foi gravado por Ionara. As imagens viralizaram nas redes sociais e já ultrapassaram 800 mil visualizações no Instagram.
Comentários xenofóbicos e racistas
Nas imagens, a mulher fez uma comparação entre o comportamento e a aparência das brasileiras e a de macacos.
“Sim, você é o exemplo do Brasil, né? Com essas narinas. Como isso é chamado lá? Nariz de gorila. Macacos gritando e uivando”, disse a agressora.
Após iniciar a gravação, Ionara respondeu à mulher em alemão e a confrontou no mesmo idioma.
“Eu também falo alemão. Agora você pode falar comigo também”, rebateu a brasileira.
O rosto da agressora foi ocultado no vídeo publicado nas redes sociais. Na Alemanha, a divulgação da imagem de terceiros sem autorização não é permitida.
Em outro vídeo publicado posteriormente, Ionara afirmou que, apesar da movimentação no aeroporto, nenhuma das pessoas atacadas pelas agressões verbais reagiu às ofensas ou aos gestos feitos pela mulher durante o episódio.
A brasileira informou ainda que está em contato com advogados para avaliar quais medidas judiciais poderão ser adotadas após o caso.
O Metrópoles entrou em contato com a vítima para saber se ela pretende dar prosseguimento ao caso e registrar um boletim de ocorrência, e aguarda retorno.
