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“Bibi” e “louco”: como relação de Trump com líderes influi em guerras

Desde que assumiu seu segundo mandato presidencial, Donald Trump se colocou no papel de mediador dos conflitos armados pelo mundo

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Donald Trump, Vlodymyr Zelensky, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu
1 de 1 Donald Trump, Vlodymyr Zelensky, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu - Foto: Arte/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde que assumiu o seu segundo mandato, tem se projetado como o principal mediador dos maiores conflitos armados que o mundo enfrenta atualmente: a guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito entre Israel e Hamas e entre Irã e Israel. No entanto, os sucessos de Trump nas negociações por paz estão ligados às relações de proximidade que ele desenvolve com alguns líderes.

Com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, Trump tem uma relação longa de proximidade. O republicano chegou a apelidá-lo de “Bibi Netanyahu”, o que, para o internacionalista e doutorando em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gustavo Glodes, transparece a intenção de Trump de demonstrar “uma proximidade grande com Netanyahu”.


O que está acontecendo?

  • Donald Trump se colocou como o principal mediador do cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, que mesmo com seis encontros não avança.
  • Junto com mediadores egípcios e do Catar, os Estados Unidos também participaram do cessar-fogo entre Israel e Hamas, que entrou em vigor no dia 19 de janeiro. Mesmo antes de assumir o cargo, Donald Trump esteve envolvido no acordo.
  • Com o rompimento do cessar-fogo após os ataques israelenses no dia 18 de março, a Casa Branca confirmou que autorizou a retomada dos ataques em Gaza, levantando dúvidas sobre se Trump atua como mediador ou, de fato, incentivador.
  • No dia 23 de junho, Trump anunciou o cessar-fogo no conflito entre Israel e Irã, iniciado no dia 12 de junho.

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 Donald Trump e Volodymyr Zelensky
Trump e Putin
Trump e Putin
Trump e Netanyahu
Netanyahu e Trump
Zelensky e Trump discutem na Casa Branca
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Zelensky e Trump discutem na Casa Branca

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 Donald Trump e Volodymyr Zelensky
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Donald Trump e Volodymyr Zelensky

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Trump e Putin
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Trump e Putin

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Trump e Putin

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Trump e Netanyahu
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Trump e Netanyahu

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Netanyahu e Trump
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Netanyahu e Trump

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O professor de Direito Internacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João Amorim, explica que a relação entre Netanyahu e Trump sempre foi muito próxima. Desde o primeiro mandato de Donald Trump, isso ficou evidente. O professor ainda destaca que Israel tem uma boa relação com os EUA, no geral.

“Não apenas Trump. George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden também sempre apoiaram Israel aberta e incondicionalmente”, destaca o professor. Ele lembra, no entanto, que,”apesar das críticas a governos anteriores, Trump elevou a relação umbilical entre EUA e Israel, sobretudo nas questões militares e nas relações com os demais países do Oriente Médio, a um patamar completamente inédito”.

O professor aponta que a diferença, no caso de Trump, talvez seja o fato de o atual presidente dos EUA, em virtude da personalidade peculiar, manifestar apoio incondicional a Israel dentro de uma “lógica personalista e egóica”, decidindo tudo individualmente, sem consultar assessores ou se preocupar com as repercussões de seus atos.

“Netanyahu, por seu lado, aproveita essas características para levar a cabo sua agenda beligerante e expansionista e a dos partidos de extrema-direita que o sustentam no cargo”, afirma João.

Trump e Netanyahu no Oriente Médio

Em 12 de junho, Israel lançou o que chamou de “ataque preventivo” contra o Irã, desencadeando uma operação nomeada “Leão Ascendente”, com foco no programa nuclear iraniano. O ataque ocorreu 60 dias após Donald Trump tentar um acordo nuclear com o Irã.

Em meio a incertezas sobre propostas e acusações mútuas, Trump anunciou, por meio da rede Truth Social, um cessar-fogo entre Israel e Irã no dia 23 de junho, mesmo sem a confirmação dos países envolvidos. De acordo com ele, durante o cessar-fogo, cada lado envolvido permaneceria pacífico e respeitoso.

A estratégia de impor um trégua, mesmo sem a confirmação dos países envolvidos, e até diante da negação, como ocorreu com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragachi, que afirmou não ter concordado, inicialmente, levanta um questionamento: qual será a intenção de Trump de impor um cessar-fogo aos países, sem a confirmação deles?

Gustavo Glodes, da Unicamp, acredita que a possibilidade de Israel e Irã voltarem a se atacar existe, “mas a probabilidade diminuiu muito”. “Um retorno aos ataques pode significar o retorno ao maior medo que havia durante a semana e meia de conflitos: a possibilidade do conflito passar a envolver cada vez mais países, cada vez mais interesses e fazer se misturarem dinâmicas que não dizem só respeito a Irã e Israel”, contextualiza.

 

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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã
Míssel cruza o céu de Hebron
Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã
Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel
Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron
Explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo de Shahran, em 15 de junho de 2025, em Teerã, Irã
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Explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo de Shahran, em 15 de junho de 2025, em Teerã, Irã

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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã
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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã

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Míssel cruza o céu de Hebron
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Míssel cruza o céu de Hebron

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Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã
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Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã

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Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel
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Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel

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Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron
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Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron

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Teerã, capital do Irã
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Teerã, capital do Irã

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Um escavador remove os escombros de um prédio residencial que foi destruído no ataque realizado por Israel, em Teerã, no dia 13 de junho de 2025
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Um escavador remove os escombros de um prédio residencial que foi destruído no ataque realizado por Israel, em Teerã, no dia 13 de junho de 2025

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Explosão após ataque israelense a um prédio usado pela Rede de Notícias da República Islâmica do Irã
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Explosão após ataque israelense a um prédio usado pela Rede de Notícias da República Islâmica do Irã

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Equipes de resgate e segurança israelenses inspecionam e limpam os prédios e a área atingida por um foguete iraniano no centro de Tel Aviv, Israel
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Equipes de resgate e segurança israelenses inspecionam e limpam os prédios e a área atingida por um foguete iraniano no centro de Tel Aviv, Israel

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Ataques do Irã com mísseis balísticos contra Israel são vistos de Ramallah
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Ataques do Irã com mísseis balísticos contra Israel são vistos de Ramallah

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Moradores são retirados de um prédio danificado depois que mísseis balísticos foram disparados do Irã atingiram Petah Tikva, Israel
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Moradores são retirados de um prédio danificado depois que mísseis balísticos foram disparados do Irã atingiram Petah Tikva, Israel

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Defesa civil israelense e equipes de emergência realizam operações noturnas de busca e resgate entre prédios danificados após um ataque de míssil do Irã
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Defesa civil israelense e equipes de emergência realizam operações noturnas de busca e resgate entre prédios danificados após um ataque de míssil do Irã

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Pessoas observam explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo em Shahran
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Pessoas observam explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo em Shahran

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Equipes israelenses realizam operações de busca e salvamento entre prédios
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Equipes israelenses realizam operações de busca e salvamento entre prédios

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Bombeiros israelenses e equipes de defesa civil realizam uma operação noturna de busca e resgate dentro de um prédio residencial
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Bombeiros israelenses e equipes de defesa civil realizam uma operação noturna de busca e resgate dentro de um prédio residencial

Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images
Ataque a aeroporto de Mashhad no Irã. Israel alega ter atingido avião-tanque.
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Ataque a aeroporto de Mashhad no Irã. Israel alega ter atingido avião-tanque.

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Faixa de Gaza

Antes mesmo de tomar posse no início deste ano, Trump já articulava nos bastidores o cessar-fogo entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza. A mesma estratégia de anunciar trégua, diante da negativa ou ausência de resposta de uma das partes, como no caso recente do Irã, foi adotada pelo republicano nos anúncios envolvendo Hamas e Israel, tanto no acordo de 19 de janeiro quanto nas negociações do início deste mês.

O morador de Israel, mestre em História, assessor do Instituto Brasil-Israel e membro do podcast Do Lado Esquerdo do Muro, João Miragaya, avalia que as propostas de acordo de cessar-fogo de Trump possuem um componente capaz de convencer o Hamas, que são “as garantias que os Estados Unidos podem dar de que a guerra vai terminar”.

“Se Trump quiser, mesmo assim, ele consegue decretar o fim da guerra, ele consegue dizer para o Netanyahu que essa guerra vai acabar agora: ‘você é obrigado, eu vou determinar que você vai terminar essa guerra, e acabou'”, afirma Miragaya.

João Amorim, da Unifesp, aponta que o conflito mantido na Faixa de Gaza também é reflexto do “apoio incondicional de Trump, que garante” a continuidade de um “genocídio e limpeza étnica”. “Se for pela relação entre Trump e Netanyahu, Gaza e sua população que ali ainda resiste estão condenados definitivamente”, diz o professor.

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Exército israelense
Bebê é resgatada sob escombros em Gaza; família morre em ataque aéreo
Um dos reféns israelenses beijando cabeça de membro do Hamas
Hamas devolverá a Israel corpos de 4 reféns mortos em cativeiro
Pessoas vasculham os destroços de uma casa após um ataque israelense na Cidade de Gaza em 18 de março de 2025.
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Pessoas vasculham os destroços de uma casa após um ataque israelense na Cidade de Gaza em 18 de março de 2025.

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Exército israelense
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Exército israelense

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Bebê é resgatada sob escombros em Gaza; família morre em ataque aéreo
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Bebê é resgatada sob escombros em Gaza; família morre em ataque aéreo

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Um dos reféns israelenses beijando cabeça de membro do Hamas
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Um dos reféns israelenses beijando cabeça de membro do Hamas

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Hamas devolverá a Israel corpos de 4 reféns mortos em cativeiro
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Hamas devolverá a Israel corpos de 4 reféns mortos em cativeiro

Dawoud Abo Alkas/Anadolu via Getty Images

Rússa, Ucrânia e o “louco” Putin, segundo Trump

A guerra da Ucrânia, iniciada no dia 24 de fevereiro de 2022, deixou o território ucraniano arrasado, além de centenas de milhares de pessoas mortas. O líder norte-americano elaborou um plano de cessar-fogo imediato por 30 dias, já aceito pelos ucranianos.

Apesar da Ucrânia ter aceitado a proposta e se mostrar mais disposta a um cessar-fogo, o cenário russo não é o mesmo. Após três chamadas de mais de três horas, em que Trump buscava convencer o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar a proposta, o máximo que o republicano obteve foi uma demonstração de interesse russo.

Trump sempre diz ter uma relação próxima com Putin, mas diante do insucesso nas negociações, já chegou a chamar o líder russo de “louco” e “responsável por milhões de mortes”.

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Ucrânia atacou cidades russas com uso de drones
Carros atingidos por ataque de drones em Moscou, em março de 2025
Imagens mostram apartamentos atingidos por mísseis ucranianos
Prédio atingido por míssil lançado por drones da Ucrânia
Ataque a um prédio residencial na Ucrânia deixa mortos e feridos
Ucrânia pede reação dos aliados após ataque russo com mais de 400 drones e 40 mísseis
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Ucrânia pede reação dos aliados após ataque russo com mais de 400 drones e 40 mísseis

Kostiantyn Liberov/Libkos/Getty Images
Ucrânia atacou cidades russas com uso de drones
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Ucrânia atacou cidades russas com uso de drones

Reprodução
Carros atingidos por ataque de drones em Moscou, em março de 2025
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Carros atingidos por ataque de drones em Moscou, em março de 2025

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Imagens mostram apartamentos atingidos por mísseis ucranianos
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Imagens mostram apartamentos atingidos por mísseis ucranianos

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Prédio atingido por míssil lançado por drones da Ucrânia
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Prédio atingido por míssil lançado por drones da Ucrânia

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Ataque a um prédio residencial na Ucrânia deixa mortos e feridos
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Ataque a um prédio residencial na Ucrânia deixa mortos e feridos

Ministério do Interior da Ucrânia
Rússia e Ucrânia estão em guerra desde 2022
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Rússia e Ucrânia estão em guerra desde 2022

Reprodução/Redes sociais
Drones deixaram dois mortos
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Drones deixaram dois mortos

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Este foi o maior ataque de drones ucranianos à Rússia desde o início do conflito
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Este foi o maior ataque de drones ucranianos à Rússia desde o início do conflito

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Ucrânia faz contra-ataque na região russa de Kursk
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Ucrânia faz contra-ataque na região russa de Kursk

Reprodução/DW

 

O doutorando em Relações Internacionais Tito Lívio Barcellos Pereira avalia que uma das bandeiras de Trump, durante a campanha, era que ele iria negociar o fim da Guerra da Ucrânia por uma via política e uma via diplomática.

“Embora seja cedo para nós avaliarmos a efetividade das políticas de Trump, você tem uma relação praticamente de chantagem e coerção com seus próprios aliados, visto a intimidação que Trump fez em cima do Zelensky no Salão Oval da Casa Branca”, lembra o especialista.

Tito destaca que a negativa russa em aceitar um cessar-fogo total, após chamadas telefônicas de Putin com Trump, se dá pelo fato de a concessão territoral não ser o principal motivador russo para o conflito.

“Muitos analistas e opinião pública em geral estão se apoiando na ideia de que os russos vão se satisfazer apenas com as concessões territoriais, ou seja, a Ucrânia abdicar dos territórios anexados em 2014 e em 2022, mas o motivo principal da guerra não é esse. Não é uma anexação ou um apetite imperial. A questão da Rússia é criar um novo regime de segurança, e esse regime de segurança não contempla a Ucrânia na Otan”, explica Tito.

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