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Mundo

Casa Branca confirma que Israel consultou EUA antes de ataques a Gaza

O Hamas já havia afirmado que os Estados Unidos sabiam e estavam em parceria direta na “guerra de extermínio” contra o povo da Faixa de Gaza

18/03/2025 11:52, atualizado 18/03/2025 12:57
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Chip Somodevilla/Getty Images
Imagem colorida mostra Donald Trump e Benjamin Netanyahu - Metrópoles

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou, nesta terça-feira (18/3), que Israel informou aos Estados Unidos que faria novos ataques contra o Hamas na Faixa de Gaza. A informação foi dada em entrevista à Fox News.

O grupo Hamas havia alegado, nesta terça, que os Estados Unidos tinham conhecimento prévio do bombardeio israelense contra a Faixa de Gaza e que têm “total responsabilidade pelos massacres”.


O que está acontecendo

  • Na madrugada desta terça-feira (18/3) pelo horário local — noite de segunda-feira (17/3) no Brasil —, as Forças de Defesa de Israel realizaram uma série de ataques contra a Faixa de Gaza.
  • A ofensiva marca a primeira grande operação militar na região desde o início do cessar-fogo com o grupo Hamas, em janeiro deste ano.
  • Aviões de guerra atingiram locais em todo o território: desde a Cidade de Gaza, no norte, até Khan Younis, no sul.

Segundo Karoline Leavitt, o gabinete do primeiro-ministro israelense consultou os EUA antes de romper com o cessar-fogo, que começou há um mês, quando o acordo entre Israel e o Hamas foi assinado no Catar.

A porta-voz reforçou as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump ao Irã e aos Houthis nas redes sociais nessa segunda-feira (17/3).

“O Hamas, os Houthis, o Irã, todos aqueles que buscam aterrorizar, não apenas Israel, mas também os Estados Unidos da América, verão um preço a pagar. O inferno vai desabar”, disse.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Brian Hughes, destacou, também em nota, que o Hamas “escolheu a guerra”, ao se recusar a libertar os reféns mantidos em Gaza. “O Hamas poderia ter libertado os reféns para estender o cessar-fogo, mas escolheu a recusa e a guerra”, alegou Hughes.