Barco com 105 imigrantes naufraga no Mediterrâneo

Ao menos 70 pessoas estão desaparecidas, entre elas crianças

atualizado

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Divulgação/ ONG Sea-Watch
Foto colorido de sobreviventes sobre casco do barco virado - Metrópoles
1 de 1 Foto colorido de sobreviventes sobre casco do barco virado - Metrópoles - Foto: Divulgação/ ONG Sea-Watch

Ao menos 70 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio de um barco no Mar Mediterrâneo central. A morte de pelo menos dois migrantes já foi confirmada, segundo informaram neste domingo (5/5) as ONGs Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch.

O barco partiu na tarde desse sábado (4/4) de Tajura, no norte da Líbia, em direção à Europa, com aproximadamente 105 mulheres, homens e crianças a bordo. A embarcação virou no início da travessia e 32 pessoas puderam ser resgatadas, afirmou a Mediterranea Saving Humans.

“Naufrágio trágico na Páscoa. 32 sobreviventes, dois corpos recuperados, mais de 70 desaparecidos”, escreveu a ONG na rede social X, especificando que o barco de madeira virou em uma zona de busca e salvamento controlada pelas autoridades líbias.

De acordo com a Sea-Watch, os sobreviventes foram resgatados por dois navios mercantes e desembarcaram na manhã de domingo na ilha italiana de Lampedusa. Um vídeo publicado pela ONG no X, aparentemente filmado a partir da aeronave de vigilância Sea-Bird 2, mostra homens agarrados ao casco do barco virado, à deriva no mar, antes de serem socorridos por um navio mercante.

“Compartilhamos a dor dos sobreviventes, de suas famílias e entes queridos. Este último naufrágio não é um acidente trágico, mas sim a consequência de políticas governamentais europeias que se recusam a abrir rotas seguras e legais”, escreveu a organização Mediterranea Saving Humans.

Tentativas de travessia aumentam com a chegada do calor

Lampedusa é um importante ponto de chegada de imigrantes que atravessam o Mediterrâneo vindos do norte da África. O trajeto é perigoso e, com frequência, realizado em embarcações precárias, levando à morte de milhares de pessoas todos os anos, principalmente durante a primavera e o verão do hemisfério norte.

Desde o início de 2026, ao menos 683 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). De acordo com os últimos dados do Ministério do Interior italiano, 6.175 imigrantes chegaram à costa italiana durante o mesmo período.

Leia mais reportagens no RFI, parceiro do Metrópoles.

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