Auxiliar de Trump expressa “profunda preocupação” com prisão de Bolsonaro

Em declaração dura, vice-secretário de Estado afirma que ministro “envergonha o STF” e alerta para risco à estabilidade política no Brasil

atualizado

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Bolsonaro na saída do hospital DF Star no domingo (14/9)
1 de 1 Bolsonaro na saída do hospital DF Star no domingo (14/9) - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que o país norte-americano está “profundamente preocupado” com o que classificou como um “ataque ao Estado de Direito” após a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em texto publicado no X, Landau declarou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é um “abusador dos direitos humanos” e que “trouxe descrédito e vergonha internacional” ao STF.

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil: a provocativa e desnecessária prisão do ex-presidente Bolsonaro, que já cumpria prisão domiciliar sob forte vigilância e severas restrições de comunicação. Não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que desconhece qualquer limite para seu poder”, escreveu Landau no Twitter.

Reação de Trump

Mais cedo, o presidente Donald Trump, ao ser questionado por jornalistas sobre a prisão de Bolsonaro, limitou-se a dizer que a detenção do ex-chefe do Palácio do Planalto era “uma pena”.

“Algum comentário sobre o ex-presidente brasileiro sendo preso hoje?”, questionou o jornalista. “Não, eu não sei de nada sobre isso. É isso que aconteceu? Isso é uma pena. Isso é uma pena. Não, eu só acho que é uma pena”, afirmou Trump.

Bolsonaro foi alvo de uma operação da PF para cumprimento de uma ordem de prisão preventiva expedida por Moraes, após ter sido constatado que o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica.

O ex-presidente já estava em prisão domiciliar desde o início de agosto. A detenção, contudo, não tinha relação com o inquérito do golpe no qual foi condenado, mas sim com outra investigação. A prisão preventiva também não é o cumprimento da pena em regime fechado decorrente da condenação pela trama golpista.

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