Auxiliar de enfermagem é preso por furtar restos humanos e consumi-los
Suspeito, de 30 anos, foi preso em Budapeste, na Hungria, e é investigado por uso ilegal de restos humanos e vilipêndio de cadáver

Um auxiliar de enfermagem, de 30 anos, que não teve a identidade revelada pelas autoridades, foi preso em Budapeste, na Hungria, suspeito de roubar partes de corpos de cemitérios e do hospital onde trabalhava. Em depoimento, o homem confessou que chegou a cozinhar e comer parte dos restos mortais.
A prisão ocorreu na quarta-feira (17/6), depois de a polícia húngara abrir investigação com base em denúncias sobre o comportamento estranho do suspeito. Durante vistoria na residência dele, a polícia encontrou uma coleção macabra de partes de corpos humanos e de animais.
Veja imagens da ocorrência:
No local, os investigadores apreenderam crânios humanos, uma perna, uma mão, ossos guardados dentro de uma mala, um rosto humano preservado, que teria sido reconstruído com pele facial, além de um frasco com um coração, que ainda vai passar por perícia para saber se é de origem humana ou animal.
Computadores, celulares, tablets e chips de celular também foram recolhidos para análise.
Suspeito disse que comia os restos
Os detalhes do caso só foram divulgados nesta terça-feira (23/6) pelo Departamento de Proteção à Vida do Gabinete Nacional de Investigação da Polícia de Emergência da Hungria (KRNNI).
Em depoimento, o auxiliar de enfermagem admitiu ter fascínio por partes do corpo humano. Ele contou à polícia que preparava alimentos com alguns restos mortais e depois os consumia.
O homem também falava abertamente com pessoas próximas – familiares e amigos – sobre a “paixão” por dissecação e tirava fotos da coleção que mantinha em casa.
Segundo os investigadores, parte do material foi retirada do próprio hospital onde o suspeito trabalhava. Ele era responsável por transportar pacientes dentro da unidade.
Outros restos teriam sido desenterrados de cemitérios abandonados na Hungria e na Eslováquia, país vizinho.
Caso segue sob investigação
Por enquanto, o auxiliar de enfermagem é investigado por uso ilegal de restos humanos e vilipêndio de cadáver – crime de desrespeitar um corpo. O tribunal húngaro decretou a prisão preventiva.
As acusações podem aumentar conforme a polícia identificar a origem de todo o material apreendido. O caso segue sob supervisão da Justiça enquanto perícias e diligências continuam.










