Avalanche, canibalismo e memorial: 5 fatos sobre o Milagre dos Andes

Sobrevivente de tragédia nos Andes, o uruguaio Gustavo Zerbino compartilha aprendizados no Metrópoles Talks, em Brasília. Ingressos à venda

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Frame de A Sociedade da Neve
1 de 1 Frame de A Sociedade da Neve - Foto: Divulgação

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metropoles.com

O “Milagre dos Andes” — o famoso acidente aéreo de 1972 envolvendo a equipe de rugbi uruguaia Old Christians Club — é um dos relatos de sobrevivência mais impressionantes da história humana. E um dos sobreviventes, Gustavo Zerbino, está chegando a Brasília. No dia 26 de maio de 2026, às 20 horas, ele subirá ao palco do Ulysses Centro de Convenções para uma palestra que promete ser uma das noites mais marcantes do Metrópoles Talks — o projeto de palestras do maior portal de notícias do Brasil.

Durante os 72 dias que ficaram isolados na montanha, o grupo viveu desafios imensos a mais de 3.500 metros de altitude, sem roupas adequadas, enfrentando temperaturas de até -30°C. Em sua palestra, Gustavo não se limita a falar em teoria e discursos motivacionais, mas destaca sua experiência pessoal com ensinamentos e reflexões sobre os fatos que aconteceram nos Andes.

Veja cinco fatos que marcaram o acidente na montanha:

Avalanche

Como se a tragédia não fosse o suficiente, após 16 dias do acidente, uma avalanche de neve atingiu o acampamento dos sobreviventes enquanto dormiam na fuselagem, resultando em mais oito mortes. Os sobreviventes ficaram presos ao lado dos corpos durante três dias, até que conseguiram cavar uma saída. Liliana Methol, esposa do sobrevivente Javier Methol, faleceu em decorrência da avalanche. Ela foi a última passageira mulher a morrer no desastre.

O maior tabu: a escolha pela sobrevivência

Não havia absolutamente nada para comer na cordilheira. Os chocolates, uísque, mariscos e biscoitos que estavam no avião acabaram em poucos dias. Para não morrer de fome, os sobreviventes concordaram em recorrer a uma medida extrema — o consumo dos corpos dos mortos, a única fonte de proteínas e gorduras disponível. Em um primeiro momento, a grande maioria relutou, pois acreditavam que logo seriam resgatados. Mas conforme os dias foram passando, acabaram praticando o canibalismo. Em suas memórias, o sobrevivente Roberto Canessa, escreveu sobre o tabu que atormentava o grupo: “Nos perguntamos se estaríamos enlouquecendo só de pensar em tal coisa. Será que nos transformamos em selvagens? Ou essa era a única coisa sensata a fazer?”.

O dilema era ainda maior porque os mortos não eram desconhecidos; eram seus melhores amigos e parentes. No caso de Nando Parrado, sua própria mãe e irmã. Para tornar o processo mais “suportável”, eles fizeram um pacto de que os cortes seriam feitos por um grupo específico e a carne era distribuída de forma que os outros não soubessem de quem era o corpo.

Pacto coletivo: a Sociedade da Neve

Na montanha, os sobreviventes conversaram e chegaram a um acordo: se qualquer um deles morresse, os outros tinham a permissão e o direito de usar seu corpo para sobreviver. “Nossa linha de pensamento era que, se morrêssemos, ficaríamos felizes em doar nossos corpos para que outros pudessem viver. Para mim, foi um ato de amor e de comunhão profunda”, revelou Roberto Canessa.

A maioria dos sobreviventes era de famílias católicas. Muitos associaram o ato ao da comunhão, e assim como Jesus ofereceu seu corpo e sangue para dar vida eterna aos seus discípulos, os corpos de seus amigos falecidos estavam sendo oferecidos para que eles pudessem viver.

Caminhada em busca de ajuda

Desesperados com toda a situação após mais de 70 dias presos na neve, Nando Parrado e Roberto Canessa decidiram sair em uma caminhada em busca de ajuda.

Equipados com um saco de dormir improvisado, feito com isolamento impermeável do avião, além de camadas de roupas, eles caminharam durante dez dias. “O momento em que partiram em busca de ajuda foi o nosso fim. Foi o fim de todo o tempo que passamos selecionando quem iria naquela jornada e preparando a expedição final. Porque a expedição foi a saída para todos nós”, contou Daniel Fernández.

Em 22 de dezembro de 1972, o helicóptero de resgate chegou ao Vale das Lágrimas. Das 45 pessoas que partiram, apenas 16 conseguiram ser resgatadas com vida após 72 dias.

Memorial e restos mortais

A área exata do acidente abriga um santuário e memorial, onde os destroços da aeronave ainda permanecem no meio da cordilheira andina. Cruzes marcam o local onde os corpos foram enterrados pelos próprios sobreviventes e equipes de resgate na época. O local de difícil acesso tornou-se alvo de expedições de turismo de aventura.

Em Montevidéu, parentes e sobreviventes fundaram o Museu Andes 1972. O espaço foi pensado para preservar a memória dos mortos e guarda documentos, fotos, pertences pessoais das vítimas e detalhes dos 72 dias de sobrevivência na montanha.

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Metrópoles Talks

Metrópoles Talks é o projeto de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Desde a primeira edição, o evento tem reunido no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, nomes que inspiram, provocam reflexões e deixam marcas duradouras no público.

Navegadores, psicólogos, atletas, escritores e comunicadores já passaram pelo palco do projeto — e agora chega a vez de um sobrevivente que desafiou os limites da existência humana.

A palestra de Gustavo Zerbino promete ser uma das noites mais impactantes já promovidas pelo Metrópoles Talks. Mais do que uma história de sobrevivência, o público encontrará um homem que transformou a dor em propósito, o desespero em sabedoria e os 72 dias mais difíceis da vida em uma mensagem que já tocou audiências em universidades e eventos corporativos ao redor do mundo.

Metrópoles Talks com Gustavo Zerbino

Data: 26 de maio de 2026, às 20h
Local: Ulysses Centro de Convenções — Brasília (DF)
Ingressos: Bilheteria Digital

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