Ataques suicidas no Afeganistão matam crianças e jornalistas
As explosões aconteceram em pontos diferentes do país. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques na capital, Cabul
atualizado
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Nesta segunda-feira (30/4), o Afeganistão foi alvo de ataques suicidas, que deixaram diversos mortos, entre eles, crianças, mulheres e jornalistas.
Um dos ataques atingiu um comboio das forças aliadas na província de Kandahar, no sul do Afeganistão. Pelo menos 11 crianças morreram e outras 17 pessoas ficaram feridas, entre elas cinco soldados romenos da Otan.
Segundo o porta-voz da polícia provincial Matiullah Helal, um terrorista detonou o carro-bomba quando passava perto de uma mesquita, derrubando um muro ao redor do templo.
As crianças, que estavam no pátio da mesquita, morreram ao serem atingidas pelos estilhaços e foram esmagadas pelos escombros. A explosão aconteceu no distrito de Daman por volta das 10h30 (horário local, 3h em Brasília), acrescentou o porta-voz da Agência Efe. As outras pessoas feridas no ataque foram levadas para hospitais da região.Em Cabul, ao menos 25 pessoas morreram e 49 ficaram feridas em dois ataques suicidas. Entre os mortos estão seis jornalistas. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria dos ataques.
Foram dois atentados na capital, Cabul. O primeiro foi realizado por um homem-bomba em uma motocicleta, na região central da cidade. Poucos minutos depois, outro terrorista se aproximou a pé do grupo de jornalistas que cobria o ataque e fez uma nova detonação.
“Um homem-bomba que circulava em uma motocicleta detonou seus explosivos diante de um curso de inglês na área de Shash Darak”, afirmou o chefe de polícia, Hashmat Stanikzai.
O diretor do departamento de fotografia da agência da AFP em Cabul, Shah Marai, está entre os mortos. Ele deixa mulher e seis filhos – o mais novo com apenas poucas semanas de vida.
Ataques como esse têm sido frequentes no Afeganistão. Em 22 de abril, foram quase 60 mortos e 20 feridos em um bairro de maioria xiita. No dia 27 de janeiro, um atentado na cidade provocou 103 mortes e deixou mais de 150 feridos. (Com informações da Agência Estado e Agência Brasil)
