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Ataque ao Irã: agência nuclear da ONU se reúne na segunda (2/3)

conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica fará reunião de emergência. Encontro foi pedido pela Rússia

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ataque ao Irã
1 de 1 ataque ao Irã - Foto: Redes sociais/ reprodução

O conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fará uma reunião de emergência na próxima segunda-feira (2/3) de manhã para discutir os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

O encontro foi solicitado pela Rússia. Qualquer membro do conselho pode convocar uma reunião. Neste sábado (28/2), a AIEA disse que monitorava a situação no Oriente Médio, e afirmou que não havia indícios de qualquer impacto radiológico.

Após os ataques, os países envolvidos no episódio não mencionaram possíveis ataques a instalações nucleares iranianas. Um dos motivos que levaram o presidente dos EUA, Donald Trump, para atacar o Irã era a preocupação com as armas nucleares do país.

Mais cedo, Trump confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após os ataques. O governo do Irã não confirma a perda do seu líder.

Ataques dos EUA e Israel ao Irã

O mundo voltou os olhos ao Oriente Médio neste sábado (28/2) após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os indícios de uma possível ofensiva ganharam força depois de os EUA esvaziarem suas embaixadas no país, o que acabou se confirmando horas depois.

Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças” e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo neutralizar ameaças aos norte-americanos, relacionadas às armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

O que se sabe até aqui

  • A mídia iraniana divulgou que o ataque deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país. As ofensivas começaram na madrugada de sábado (28/2).
  • Imagens divulgadas e exibidas pelo Metrópoles mostram que a residência de Khamenei foi atingida pelos bombardeios. O complexo residencial é utilizado para receber autoridades de alto escalão na capital, Teerã.
  • O governo iraniano também informou que 24 das 31 províncias foram atingidas e prometeu reagir, inclusive com a ameaça de “aniquilar” as Forças Armadas dos EUA.
  • O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os Estados Unidos “não aguentavam mais”.
  • O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques.
  • O Irã afirmou ter atingido 14 bases militares dos EUA na região, incluindo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Jordânia e Iraque também foram mencionados entre os países afetados.
  • Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo ataque dos EUA ao Irã em menos de um ano

O último ataque registrado dos EUA e de Israel contra o Irã havia ocorrido em junho do ano passado. A nova ofensiva ocorre após o fim das negociações entre EUA e Irã na sexta-feira (27/2), quando não houve avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.

Na ocasião, Trump afirmou que “não estava feliz” com o progresso das conversas, que teriam nova rodada na semana seguinte — agora, não há indicativos de retomada do diálogo.

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