Após recusas, Putin concorda em retomar negociações com EUA e Ucrânia
Mudança repentina de postura do Kremlin, após várias recusas, chamou atenção pela proximidade da possível data de reunião

Nesta quarta-feira (21/10), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em retomar as negociações sobre a guerra com a Ucrânia e os Estados Unidos, após repetidas recusas. O movimento ocorre depois de uma reunião feita entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o enviado especial norte-americano, Steve Witkoffe, e outros líderes europeus, na terça (20/10) na Noruega,
De acordo com a agência de notícias oficial russa, a Tass, Yury Ushakov, assessor presidencial russo, afirmou que uma nova rodada de negociações entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos
“Estamos focando em Abu Dhabi. A data acordada foi meados de novembro, por volta de 10 de novembro”, disse.
Ushakov afirmou que as conversas devem se concentrar na “construção de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito”.
A mudança de postura foi vista como repentina pela mídia internacional uma vez que há poucos dias Putin propôs ao presidente norte-americano realizar uma outra cúpula trilateral, sem a presença ucraniana.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA conversa seria com o líder chinês, Xi Jinping, a ser realizada às margens do fórum da Apec (Asia-Pacific Economic Cooperation, em inglês), em Shenzhen (cidade no sul chinês, nos dias 18 e 19 de novembro), excluindo expressamente Zelensky da mesa de discussões.
Ainda nesta quarta, ao ser perguntado pela Fox se aceitaria um acordo de paz que congelasse tudo como está agora, e Kiev mantivesse 75% ou mais do país, Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a aceitar um acordo de paz que envolva a perda de território.
“Sim, neste momento temos que congelar tudo, e acho que esta é uma maneira real de acabar com esta guerra”, disse.
Conflito recente
Na semana passada, Ucrânia, Rússia e EUA entraram em conflito após drones ucranianos terem destruído refinarias de petróleo russas. Trump reclamou da ação dizendo que afetou negativamente os mercados globais de energia, o que o levou a anunciar um acordo com Putin para suspender sanções e comprar parte dessas exportações.
Além disso, o acesso da Ucrânia à internet via satélite Starlink, de nível militar da SpaceX, foi limitado na semana passada, prejudicando sua capacidade de resposta a ataques de drones russos. Trump e o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio negaram envolvimento.
