Aliados pressionam Israel e cogitam sanções por ofensiva em Gaza
França, Canadá e Reino Unido condenam ações de Israel, exigem cessar-fogo imediato e alertam para possíveis sanções caso ataques continue

Em uma declaração conjunta emitida nesta segunda-feira (19/5), os líderes da França, Canadá e Reino Unido expressaram profunda preocupação com a intensificação da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e alertaram para a possibilidade de impor sanções caso as ações não cessem imediatamente.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, condenaram as operações israelenses como “desproporcionais” e “potencialmente em violação do direito internacional humanitário”. Eles também criticaram a restrição à entrada de ajuda humanitária em Gaza, considerando-a “intolerável” diante da crise humanitária que afeta mais de dois milhões de palestinos.
Os líderes condenaram a “odiosa linguagem usada recentemente por membros do governo israelense”.
“Israel sofreu um atentado atroz em 7 de outubro. Sempre apoiamos o direito de Israel de defender os israelenses contra o terrorismo, mas esta escalada é totalmente desproporcional. Se Israel não puser fim à nova ofensiva militar nem interromper suas restrições à ajuda humanitária, adotaremos outras medidas concretas em resposta”, afirmaram os líderes das potências.
Apesar de Israel ter permitido a entrada de nove caminhões de ajuda humanitária pela passagem de Kerem Shalom após quase três meses de bloqueio total, os líderes ocidentais consideraram a medida insuficiente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que seriam necessários cerca de 500 caminhões diários para atender às necessidades básicas da população local.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA declaração conjunta também solicitou que Israel interrompa imediatamente as operações militares em Gaza, e que permita o acesso irrestrito de ajuda humanitária. Além disso, os líderes expressaram preocupação com a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerando-a uma ameaça à viabilidade de uma solução de dois Estados e à estabilidade regional.
“Estamos decididos a reconhecer um Estado palestino como contribuição para a realização de uma solução de dois Estados, e estamos dispostos a trabalhar com outros para tal fim”, acrescentaram.
Conforme o último relatório divulgado pelo ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mais de 53 mil mortes já ocorreram desde o início do conflito. O número foi confirmado pela ONU.















