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Mundo

Acordo sobre a Groenlândia prevê duas novas bases militares dos EUA na ilha

Acordo foi assinado nesta terça-feira (22/9) durante encontro entre Trump e os líderes da Groenlândia e Dinamarca

22/09/2026 17:34
Divulgação/Casa Branca
Imagem colorida mostra Trump e os líderes da Groenlândia e Dinamarca - Metrópoles

Para garantir a segurança da Groenlândia, os Estados Unidos receberam sinal verde para a construção de duas novas bases militares na região autônoma localizada no território da Dinamarca. Atualmente, os norte-americanos já mantém uma instalação militar na ilha.

A informação consta no texto do acordo assinado nesta terça-feira (22/9) às margens da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). 

“Os Estados Unidos poderão estabelecer uma área de defesa adicional em Narsarsuaq e Mestersvig, de acordo com as modalidades e detalhes técnicos a serem mutuamente acordados pelas partes”, diz um dos termos do documento.

O pacto que deu o controle permanente dos EUA sobre a segurança da Groenlândia foi anunciado por Trump na última semana. O documento final foi assinado nesta terça-feira pelo líder norte-americano, o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen, e a premiê da Dinamarca, Mette Frederiksen. 

Além de passar o controle para os norte-americanos, o acordo também prevê que nenhum outro país, a não ser membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não terão permissão para manter presença militar na Groenlândia.

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As ambições de Trump em relação a ilha não são novas. Durante seu primeiro mandato como presidente norte-americano, entre 2017 e 2021, o republicano expressou o desejo de comprar a Groenlândia e anexá-la aos EUA. 

Quando assumiu a Casa Branca pela segunda vez, em janeiro de 2025, Trump passou a fazer ameaças sobre usar a força para tomar o controle da região.

Na prática, uma ação dos EUA contra a Groenlândia colocaria em risco a existência da Otan. Isso porque a ilha está localizada no território da Dinamarca, um dos 32 países que fazem parte da aliança militar cujo principal objetivo é a defesa mútua caso um dos membros seja atacado. 

A justificativa de Trump é a de que a região é fundamental para a segurança nacional dos EUA.