Após pressão de Trump, Europa se movimenta para proteger a Groenlândia

Aliados europeus traçam plano caso haja uma invasão dos EUA à Groenlândia. Território pertence à Dinamarca

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto via Getty Images
imagem colorida bandeira da groelandia
1 de 1 imagem colorida bandeira da groelandia - Foto: Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto via Getty Images

Após a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir o controle da Groenlândia, países europeus trabalham de forma conjunta para traçar um plano de resposta, caso haja alguma invasão.

Nesta quarta-feira (7/1), o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot informou durante declaração a uma rádio do país, que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda hoje. No entanto, ele não deu mais detalhes sobre o plano.

Proteção à Groenlândia

A movimentação dos europeus ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter retomado ameaças de tomar a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. O líder norte-americano não descarta o uso de força militar para tal.

Nessa terça-feira (6/1), uma declaração conjunta da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca afirmou que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território.

O texto afirma que a segurança no Ártico deve ser garantida de forma coletiva, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do qual a Dinamarca e os Estados unidos fazem parte.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar.

“Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse Frederiksen, assegurando que está fazendo “tudo o que é possível” para evitar que isso aconteça.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, usou as redes sociais para reclamar das atitudes dos Estados Unidos. “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu.

Sem invasão

O controle do território da Groenlândia tornou-se a nova obsessão de Donald Trump. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que Trump estuda diversas possibilidades para comandar a Groenlândia, inclusive o uso das Forças Armadas.

No entanto, a proposta principal do republicano é controlar a região sem precisar usar armas contra a Dinamarca — que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o plano principal de Trump é comprar a Groenlândia, em vez de invadi-la, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times.

Em reunião com parlamentares republicanos, na segunda-feira (5/1), Rubio deu detalhes das ambições de Donald Trump sobre a Groenlândia. Segundo o secretário de Estado dos EUA, o presidente pediu que os assessores apresentem planos para a compra do território.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?