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Eleições 2026Minas Gerais

Zema tem dura derrota e termina em 6º lugar na disputa pela Presidência

Ex-governador deixou Minas após dois mandatos para disputar o Planalto, mas recebeu apenas 0,27% dos votos válidos no país

05/10/2026 08:46
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Romeu Zema

Belo Horizonte — Depois de governar Minas Gerais por dois mandatos e deixar o cargo para disputar o Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo) terminou o primeiro turno das eleições presidenciais em sexto lugar, com apenas 0,27% dos votos válidos. O ex-governador recebeu cerca de 326 mil votos em todo o país.

O resultado contrasta com a trajetória eleitoral construída por Zema em Minas. Em 2022, ele foi reeleito governador ainda no primeiro turno, com mais de 6 milhões de votos, o equivalente a 56,18% dos votos válidos.

Na disputa pela Presidência, porém, Zema não conseguiu repetir o desempenho nem mesmo entre os mineiros. No estado que governou entre 2019 e 2026, recebeu cerca de 98,4 mil votos, ou 0,82% dos válidos, e também terminou em sexto lugar.

Nacionalmente, Zema ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). O resultado também foi inferior ao alcançado por João Amoêdo na disputa presidencial de 2018 pelo Novo. Naquele ano, Amoêdo teve 2,5% dos votos válidos e terminou em quinto lugar.

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O desempenho ruim já vinha sendo indicado pelas pesquisas de intenção de voto. Na reta final da campanha, levantamentos colocavam Zema nos últimos lugares da disputa. Uma pesquisa Quaest realizada entre 24 e 27 de setembro, por exemplo, apontava o ex-governador com 1% das intenções de voto.

Zema apostava em virada e não cedeu a Flávio

Durante a corrida eleitoral, Zema apostava na possibilidade de repetir uma virada semelhante à que protagonizou na primeira eleição para o governo mineiro, em 2018. Naquele pleito, ele chegou à reta final atrás dos principais adversários nas pesquisas, mas terminou o primeiro turno na liderança e venceu a disputa no segundo.

Neste ano, a baixa pontuação nas pesquisas também aumentou a pressão para que Zema abandonasse a candidatura presidencial e apoiasse Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno. Aliados de Flávio e integrantes do próprio Novo defenderam publicamente a concentração dos votos da direita no candidato do PL.

Zema, no entanto, resistiu aos pedidos. Na última semana da campanha, afirmou ter recebido propostas para deixar a corrida, mas disse que permaneceria até o fim. “Nunca desisti de nada na vida, não é agora que vou desistir”, declarou.

Após a confirmação do resultado nesse domingo (4/10), o ex-governador afirmou estar “muito satisfeito” com o desempenho do Novo e indicou que será adversário do PT no segundo turno.

“Onde tiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT”, afirmou Zema durante pronunciamento no Bar da Esquina, no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno da eleição presidencial.