
Zema e mesários serão ouvidos pela PC por uso de celular durante votação
Além do ex-governador Zema, também serão ouvidos os mesários que estavam presente na seção eleitoral, já que o uso de celular é proibido

Belo Horizonte – O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será ouvido pela Polícia Civil, por determinação da Justiça Eleitoral para que seja esclarecido o uso de celular na cabine de votação no domingo (4/10), dia em que foi realizado o primeiro turno das Eleições 2026. Zema votou na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba. Na ocasião ele era candidato à Presidência da República.
De acordo com a Justiça, as diligências deverão ser requisitadas para cumprimento no prazo de 10 dias, considerando-se que, provavelmente, o candidato Romeu Zema Neto estará em Araxá, em razão do segundo turno que ocorrerá no dia 25 de outubro.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que “cumprirá as diligências determinadas no processo”.
Além do ex-governador, também serão ouvidos os mesários que estavam presente na seção eleitoral, já que o uso de celular é proibido. O candidato usou o aparelhos e os mesários também permitiram a prática.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara cumprimento da diligência, o Cartório Eleitoral deverá certificar nos autos a composição da mesa, bem como os dados necessários para a intimação dos mesários.
Também foi solicitado pela Justiça as imagens à TV que fez a captura da imagem do momento da votação de Romeu Zema.
Sobre o caso
Zema foi flagrado com o aparelho na mão enquanto votava, por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá. A Justiça Eleitoral proíbe que eleitores entrem na cabine de votação portando celulares ou outros equipamentos eletrônicos.
Segundo o presidente do TRE-MG, houve uma “sucessão de equívocos” no episódio. O magistrado afirmou que os mesários foram orientados previamente sobre a proibição e que a situação envolvendo o candidato deverá ser apurada.
No dia do episódio, Romeu Zema afirmou que não fotografou seu voto, apenas usou para levar a “colinha” de votação. Ele também alegou que se tivesse sido alertado pelos mesários, que não teria usado o aparelho durante a votação.
“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, declarou.
No dia do ocorrido, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que houve irregularidade no ato de Zema.
“Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode, inclusive, gerar pena de detenção”, afirmou Braga durante entrevista coletiva em Belo Horizonte.
O Metrópoles procurou a assessoria de Romeu Zema, mas até a publicação da matéria não obteve resposta. Espaço está aberto.
