Zema celebra decisão dos EUA sobre PCC e CV e faz afago a Flávio

Pré-candidato à Presidência, ex-governador de MG criticou Lula e disse que Flávio fez o que o governo “já deveria ter feito há muito tempo”

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 o-ex-governador-de-minas-gerais-romeu-zema-concede-entrevista-ao-metropoles-6 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Belo Horizonte — O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (29/5), o mineiro também fez elogios ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na gravação, o governador argumentou que as facções criminosas representam uma ameaça à soberania nacional. “Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá quem manda são eles, não o governo. Nossa soberania não está ameaçada. Ela foi roubada”, declarou.

 

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Zema também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser leniente com o crime organizado. “O Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pano para bandido”, disse.

Ao comentar críticas sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, o governador afirmou que a medida pode fortalecer o combate ao crime organizado. Ele também elogiou Flávio, apontando que a decisão veio após uma articulação do senador com o presidente Donald Trump.

“A colaboração americana é muito bem-vinda, e o Flávio foi capaz de fazer aquilo que o Lula já deveria ter feito há muito tempo”, declarou.

Entenda

A manifestação ocorre um dia após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar que PCC e Comando Vermelho passarão a integrar a lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de ampliar sanções e mecanismos de combate a grupos ligados ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.

O tema ganhou repercussão política após Flávio Bolsonaro afirmar que pediu pessoalmente a Trump, durante visita à Casa Branca nesta semana, que as facções brasileiras fossem enquadradas como organizações terroristas. Após o anúncio, o senador comemorou a decisão nas redes sociais com a mensagem: “Grande dia”.

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