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Minas Gerais

Viagens a MG não destravam palanques de Flávio e Lula; veja cenários

PT se divide entre candidatura própria e apoio a Gabriel Azevedo; PL ainda aguarda Cleitinho Azevedo, mas constrói alternativa

23/06/2026 03:30
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Ricardo Stuckert/PR;Thiago Bonna/Metrópoles
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro

Belo Horizonte – Os dois nomes melhor posicionados na disputa presidencial visitaram Minas Gerais durante o mês de junho. Em meio a uma série de agendas, a expectativa era que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) avançassem na definição do palanque de cada um no estado, mas não houve muito progresso para nenhum deles.

Algumas lideranças do diretório estadual Partido dos Trabalhadores (PT) viam na rápida vinda de Lula na última sexta-feira (19/6) uma chance de ter pistas sobre o nome a ser apoiado pela sigla para dar palanque ao petista. O Plano A, que era o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), não vingou.

Apesar da falta de avanço significativo, a expectativa dos petistas é que Lula tome alguma decisão sobre o tema ainda esta semana.

Do lado do PL, a ordem segue sendo esperar pela decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sobre se candidatar ou não. Mas Cleitinho só quer decidir depois da Copa.

Os dilemas do PT

O PT está dividido entre os que querem uma candidatura própria e os que acreditam que o melhor caminho é o apoio ao ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Visto como nome competitivo, ele já está sendo alvo de petistas que resistem a essa opção e lembram que Gabriel é ex-tucano e apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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O presidente Lula em MG
Pré-candidata ao Senado Marília Campos
Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pão
Lula em BH
Flávio Bolsonaro
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Flávio Bolsonaro

Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
O presidente Lula em MG
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O presidente Lula em MG

Thiago Bonna/Metrópoles
Pré-candidata ao Senado Marília Campos
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Pré-candidata ao Senado Marília Campos

Reprodução/Redes Sociais
Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pão
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Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pão

Reprodução/Redes Sociais
Lula em BH
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Lula em BH

Daniel Galera/Metrópoles

No cenário em que uma chapa encabeçada por um petista, as preferência são principalmente pela ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e pela ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart.

Segundo fontes, o nome de Marília performou bem em uma pesquisa interna encomendada pelo partido. Ainda assim, desde que teve seu nome aventado, a petista, que é pré-candidata ao Senado, descarta reiteradamente a possibilidade de disputar o Executivo estadual.

Já a reitora Sandra Goulart, que não constou na pesquisa, conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes. A avaliação interna é que com uma carreira acadêmica de sucesso e sem histórico político, os ataques de adversários talvez não fossem tão incisivos.

Entre os candidatos extra legenda, Azevedo é um dos favoritos. O emedebista apareceu melhor colocado, no cenário sem petistas, além de contar com o apoio ao Partido Verde (PV), que faz parte da mesma federação que o PT, junto ao PCdoB.

Contudo, alas do partido encaram o nome dele com certa cautela. O histórico político, muito ligado ao PSDB mineiro e com rompimentos com aliados, como com os ex-prefeitos de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Fuad Noman, além do ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP), é visto como um empecilho para uma maior aceitação de apoio.

Um petista afirmou, em condição de anonimato, que a resistência se deve a uma não identificação com a esquerda, mas que até mesmo os críticos reconhecem que ele vem dando sinais favoráveis à costura da aliança.

Kalil, que é pré-candidato ao governo, também contava com o entusiasmo de algumas figuras do PT, como o presidente nacional Edinho Silva, mas já descartou ter os petistas no seu palanque no primeiro turno. Já Josué Gomes (PSB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), que são do mesmo partido do senador Rodrigo Pacheco, não pontuaram bem na pesquisa interna, mas seguem na disputa.

Flávio Bolsonaro em compasso de espera

A visita de três dias de Flávio Bolsonaro (PL) a Minas Gerais tinha um objetivo claro: convencer o senador Cleitinho Azevedo a sair candidato com o apoio do bolsonarismo. Ao fim da viagem, o mineiro pediu um prazo para pensar se aceita ou não concorrer. A expectativa é que a decisão seja anunciada entre o final de julho e o início de agosto.

O presidente do Partido Liberal (PL) de Minas, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que a legenda segue aguardando a decisão do político e que a intenção é, caso ele decida concorrer, seja apoiado pelo grupo.

A negociação entre o PL e Cleitinho encontrou alguns obstáculos. Inicialmente, a intenção da sigla era indicar o vice candidato, mas, como o senador já havia se comprometido com o ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), Flávio Bolsonaro acabou acenando positivamente a uma chapa pura do partido aliado.

Ainda assim, em meio a essa indefinição do senador mineiro, o PL mineiro já conta com uma chapa alternativa, caso Cleitinho decida não disputar.

Neste cenário, a cabeça da chapa ficará com o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL), que era um dos cotados a ser vice de Cleitinho em ouro cenário.

Essa possibilidade, foi vista pelo presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen, como um sinal de que os partidos podem acabar caminhando separados na disputa eleitoral.