Veja onça-parda “passeando” por telhados em vizinhança de Minas Gerais. Vídeo
Onça-parda circula desde quinta passada (12/3) em bairro de Esmeraldas (MG), mobilizando população e autoridades, mas não foi capturada
atualizado
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Belo Horizonte – Uma onça-parda tem circulado pelo bairro São Pedro, em Esmeraldas (MG), e está amedrontando os moradores da região e mobilizando Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Ambiental, que tentam encontrar o animal para capturá-lo e levá-lo a lugar seguro para ele e para a população. Veja imagens da onça-parda circulando pelos telhados das casas da região na madrugada desta segunda-feira (16/3):
A onça-parda, que parece ser um animal jovem, foi vista pela primeira vez no local na noite da última quinta-feira (12/3). Na ocasião, foi filmada por câmeras de segurança “passeando” pela rua e subindo no muro de uma das casas.
A onça ainda não foi encontrada, apesar de bombeiros e PM Ambiental estarem fazendo buscas nos últimos dias.
O que fazer ao avistar uma onça
- Onças-pardas como a que circula pela região de Esmeraldas (MG) não costumam atacar seres humanos, mas podem fazê-lo para se defender, caso se sintam acuadas.
- Por isso, é importante jamais se aproximar desses animais ou tentar capturá-los ou assustá-los.
- Ao ver ou ouvir uma onça ou outro animal silvestre em área urbana, o cidadão deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental (181 ou 190) e evitar qualquer tipo de aproximação.
Esmeraldas é uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, cercada por Mata Atlântica e Cerrado, que são o habitat natural dessa espécie de onça. O biólogo Thiago Gelape explica que é comum a presença de onças-pardas em áreas de mata da região, mas diz que os avistamentos urbanos não são comuns, devido ao temperamento e costumes do animal.
“Esse tipo de animal, felino de grande porte, geralmente procura fazendas por causa do gado e outros animais domésticos criados livres, que são presas mais fáceis. Eles são animais de mata, aparecer no meio da rua não é comum”, explicou Thiago.
O biólogo ainda comparou o comportamento com de outros animais silvestres, onívoros de pequeno porte que toleram mais o convívio humano, como os quatis, por exemplo, que são vistos com mais frequência perto de cidades e parques. “Quatis e micos, por exemplo, buscam comida no quintal de residências, no lixo. Em parques públicos até recebem comida dos visitantes”, concluiu o biólogo.
