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Minas Gerais

Vazamento da Copasa inunda rua no Aglomerado da Serra, em BH.

Rua ficou tomada pela água nesta segunda (21/9); moradores relatam falta de abastecimento

21/09/2026 12:13

Belo Horizonte — Um grande vazamento deixa moradores sem água na Vila Fazendinha, no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (21/9).

A Copasa informou que uma equipe técnica já está no local, na Rua Cedro, próximo aos números 120 e 49 e ao posto de saúde São Miguel Arcanjo, para verificar o vazamento e tomar as medidas necessárias para solucionar o problema.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a rua completamente inundada. Um morador ouvido pelo Metrópoles contou que a região está sem água desde o último sábado (19/9).

PC apura denuncias

O novo incidente ocorre em meio à investigação sobre outros quatro rompimentos de grandes tubulações registrados entre agosto e setembro. Na semana passada, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que abriu um inquérito para apurar uma denúncia relacionada aos episódios.

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Na segunda-feira (14/9), a Copasa levou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a suspeita de sabotagem, levantada após análises iniciais feitas pela própria companhia.

O primeiro caso ocorreu na madrugada de 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na Região Oeste. O rompimento provocou um grande vazamento, alagou ruas e fez com que a água invadisse imóveis.

O segundo foi registrado em 5 de setembro, na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital.

Dois dias depois, em 7 de setembro, outra tubulação se rompeu no bairro Milionários, na Região do Barreiro. O quarto caso ocorreu às margens da BR-040, no bairro Kennedy, em Contagem.

Além dos rompimentos, a Copasa identificou problemas no sistema instalado para reduzir o mau cheiro na Lagoa da Pampulha. Cabos foram furtados e outras peças do equipamento foram danificadas.

Redução do quadro de funcionários

Na semana passada, o Metrópoles mostrou que o Sindágua-MG relacionou os rompimentos à redução do quadro próprio da Copasa, que passou de cerca de 12,5 mil funcionários em 2019 para 9,5 mil atualmente, e ao aumento da terceirização. A Copasa negou relação entre a redução de funcionários e os vazamentos e afirmou que cada rompimento tem causas próprias, que precisam ser investigadas separadamente.

A Copasa foi privatizada em junho deste ano. O Estado vendeu 45% das ações: 30% foram comprados pelo Grupo Equatorial e 15% ficaram com outros investidores. O Governo de Minas manteve 5%.