Ubá confirma primeira morte por leptospirose após enchentes em MG

De acordo com a Secretaria de Saúde de Ubá, 41 casos suspeitos da doença estão sendo investigados após as chuvas que atingiram a região

atualizado

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Divulgação/CBMMG
Rio em Ubá
1 de 1 Rio em Ubá - Foto: Divulgação/CBMMG

A Prefeitura de Uba, em Minas Gerais, confirmou a primeira morte por leptospirose no município após as enchentes registradas no fim de fevereiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (11/3) pela Secretaria Municipal de Saúde, em boletim de atualização da situação epidemiológica.

Segundo o comunicado, a vítima é uma mulher com idade entre 30 e 35 anos. A confirmação da doença ocorreu por meio de exame laboratorial do tipo RT-qPCR, que teve resultado detectável para leptospirose. O laudo foi divulgado na terça-feira (10).

De acordo com a prefeitura, o município tem atualmente 41 casos suspeitos da doença, que seguem em investigação. As amostras coletadas foram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, e os pacientes aguardam os resultados.

O que é leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias presentes principalmente na urina de ratos. Durante enchentes, a água e a lama contaminadas podem facilitar a transmissão da doença para humanos.

Entre os principais sintomas estão:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores intensas no corpo, especialmente nas panturrilhas;
  • náuseas e mal-estar.

A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas leves procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em casos mais graves — como febre persistente, vômitos intensos ou dificuldade para respirar — a recomendação é buscar atendimento hospitalar imediato.

Cuidados após enchentes

A prefeitura também reforçou recomendações para moradores que fazem a limpeza de locais atingidos pela água:

  • usar botas e luvas de borracha;
  • improvisar proteção com sacos plásticos duplos nas mãos e pés, caso não tenha os equipamentos;
  • lavar objetos e superfícies com água sanitária (um copo para cada 20 litros de água);
  • evitar permanecer por muito tempo em locais com poeira ou mofo após alagamentos.

Ainda segundo o município, profissionais de saúde receberam capacitação com apoio da Força Nacional do SUS para agilizar o diagnóstico e o atendimento de pacientes com suspeita da doença.

As autoridades afirmam que novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações epidemiológicas e a conclusão dos exames laboratoriais.

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