“Tribunal do crime”: seis pessoas são indiciadas por homicídio em MG

A vítima foi mantida em cárcere, torturada e morta por integrantes de um grupo em uma ação com características do “tribunal do crime”

atualizado

metropoles.com

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PCMG / Divulgação
Crime em Guiricema MG
1 de 1 Crime em Guiricema MG - Foto: PCMG / Divulgação

Belo Horizonte – Seis pessoas foram indiciadas por participação no homicídio de um homem de 46 anos, ocorrido em Guiricema, na Zona da Mata mineira. em outubro de 2025. As investigações foram concluídas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Visconde do Rio Branco.

De acordo com as investigações, “a vítima foi mantida em cárcere, torturada e morta por integrantes de um grupo criminoso em uma ação com características do chamado tribunal do crime”, diz nota da PCMG.  Ao final do inquérito, seis investigados foram indiciados por participação no crime.

Após o homicídio, o grupo tentou ocultar os vestígios incendiando o corpo, que foi localizado em um imóvel abandonado, em avançado estado de decomposição.

Foragido

Cinco pessoas já estão presas, porém um suspeito de 31 anos continua sendo procurado. Foi constatado que cada integrante teve um nível diferente de participação na ação criminosa e foram indiciados de acordo com cada participação, pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante meio cruel, ocultação e destruição de cadáver e coação no curso do processo.

Sobre a investigação

Durante a investigação, a equipe policial reuniu depoimentos, laudos periciais, exames necroscópicos, análises de aparelhos celulares e dados telemáticos, elementos que permitiram esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar os responsáveis.

Segundo o delegado Pedro Henrique Vasques, responsável pelo caso, o trabalho investigativo minucioso foi fundamental para a responsabilização dos envolvidos.

“A investigação revelou um cenário de extrema violência, marcado por práticas típicas de tribunal do crime. O trabalho integrado de inteligência, análise de provas digitais e diligências de campo permitiu identificar os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente”, destacou.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

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