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Minas Gerais

Três homens são condenados por torturar e matar deficiente em Minas

O principal executor do crime foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Ele também é investigado por envolvimento com o tráfico de droga

14/07/2026 16:43
PMMG / Divulgação
Polícia Militar de Minas Gerais

Belo Horizonte – Três homens foram condenados pelos crimes de tortura qualificada, com resultado morte, ocultação de cadáver e corrupção de menores, de um homem com deficiência intelectual na cidade de Conselheiro Lafaiete, região Central do estado. Os réus deverão cumprir as penas em regime inicial fechado.

Um homem de 20 anos foi condenado a 13 anos e oito meses de prisão. O principal executor do crime foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Ele também é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas na região. Já o comparsa dele, que foi o responsável por dirigir o carro para transportar o grupo, foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão.

O processo contou com a atuação da promotora de Justiça Vanessa Carmo e Silva, da Promotoria de Justiça Criminal de Conselheiro Lafaiete.

Sobre o crime

O crime ocorreu no Morro do Pink Floyd, no bairro São Judas Tadeu, no dia 22 de setembro de 2025. Dois adolescentes também participaram da sessão de tortura contra a vítima.

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A denúncia apontou que o crime foi motivado por uma briga por causa de uma motocicleta. A vítima que não sabia pilotar e tinha deficiência intelectual teria roubado uma moto que pertencia ao principal agressor. A moto foi encontrada na casa do homem de 20 anos, pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

A vítima, segundo os autos, fazia uso de medicamentos controlados e já havia passado por diversas internações psiquiátricas. E segundo as investigações, os agressores tinham conhecimento sobre a condição da vítima, já que eles eram vizinhos.

No dia do crime, o motorista levou os outros dois réus (de 20 anos e de 33 anos) para uma região conhecida como Árvore do Tietê. A vítima já se encontrava no local na companhia de dois adolescentes.

O grupo agrediu o deficiente o colocaram à força dentro do veículo e o levaram até o Morro do Pink Floyd, um local de mata fechada. O trajeto foi confirmado pelo rastreador do veículo e por câmeras de segurança, pelo caminho.

As agressões continuaram deixando a vítima com várias lesões, entre elas uma fratura no braço direito e queimaduras. Dados  do laudo da necropsia confirmaram essas as causas da morte.

Somente nove dias após o crime o cadáver foi localizado, já em avançado estado de decomposição.

O cadáver foi localizado apenas nove dias depois, na terceira tentativa dos investigadores, e estava em estado avançado de decomposição.