Traficante faz família refém; criança com tumor precisa do Samu em MG

Perseguido, criminoso invadiu casa, trancou mãe e filhos (um com tumor) em cárcere privado e só foi preso após PM arrombar porta

atualizado

metropoles.com

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Polícia Militar MG/Divulgação
traficante faz família refém
1 de 1 traficante faz família refém - Foto: Polícia Militar MG/Divulgação

Belo Horizonte — Um traficante conhecido pela alta periculosidade foi preso na noite de domingo (24/5) após manter uma família inteira como refém durante uma operação do GEPAR no bairro Senhora das Graças, no Morro do Carapina, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.

O homem, que já possui extensa ficha criminal por homicídios, roubos e tráfico, era alvo de mandado de busca e apreensão. Ao perceber a chegada da polícia, ele tentou fugir pelos fundos da residência onde traficava, pulando para a casa vizinha. Durante a corrida, descartou várias porções de crack embaladas para venda na “biqueira”.

Sem conseguir escapar, o suspeito invadiu a residência de uma mulher de 38 anos e seus dois filhos, de 20 e 7 anos. Usando violência e grave ameaça, ele trancou todos dentro da casa, mantendo a família em cárcere privado. A situação foi ainda mais dramática porque um dos filhos está em tratamento de tumor e a família precisou de atendimento do Samu após o trauma.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) precisou arrombar a porta da casa para libertar as vítimas e capturar o traficante. Dentro da residência do criminoso, os policiais encontraram R$ 1.215 em dinheiro trocado, um revólver calibre .38, munições, balança de precisão e grande quantidade de drogas (crack, cocaína e maconha).

Drogas, arma e material do tráfico em Governador Valadares
Drogas, arma e outros materiais apreendidos após prisão de traficante

Na casa de uma idosa de 64 anos, apontada como comparsa e vizinha “de muro” do traficante também foram apreendidas porções de crack. Ela foi presa por tráfico e associação ao tráfico. Segundo a PM, a idosa era comparsa do traficante e dava “cobertura” quando ele precisava.

A quadrilha da qual ambos fazem parte é conhecida como “Ultravioleta”, um grupo que usa violência para controlar o tráfico na região. O principal preso ainda mantinha a esposa e uma filha de apenas 3 anos na mesma casa onde guardava e vendia drogas, expondo a criança a risco constante.

Além das drogas e da arma, os militares apreenderam cinco celulares, três câmeras de segurança, central de alarme e dinheiro estrangeiro (dólares e pesos).

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