Tia pede que suspeita de matar casal se entregue: "Justiça seja feita"
Bastante emocionada, a tia da mulher suspeita de matar casal diz que não sabem em qual momento a sobrinha se perdeu e pede justiça

Belo Horizonte — Nilza Maria Neto, tia da mulher suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, em bairro de luxo na capital mineira, disse que a família está destruída com a história. Ela lamentou a morte do casal e disse que sobrinha não foi criada para “esse tipo de coisa”.
Nilza Maria Neto também pediu justiça. “Eu não tenho ódio dela. Eu quero que a justiça seja feita, seja ela, seja quem for”. Durante a entrevista concedida a emissoras de TV, ela pediu que a sobrinha se entregue.
Segundo a tia, a sobrinha era uma pessoa boa, trabalhadora, que cuidava do filho. “A gente não sabe em que momento ela se perdeu. A gente, eu acho que talvez a família até pense nisso, né? Até em que momento que a pessoa se perdeu, que você tá convivendo com ela dentro de casa e você não nota, não percebe”, afirmou a tia muito abalada durante a entrevista.
Ainda segundo a tia da suspeita, a sobrinha esteve no apartamento do casal pela primeira vez na segunda-feira (29/6), mas a informação ainda não foi confirmada.
Corpos liberados para a família
O velório será realizado nesta quarta-feira (1º/7), a partir das 16h15, na Capela 2 do Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para as 17h15, no mesmo cemitério.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o caso:
- Motivação do crime – ainda é um mistério e está sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A mulher teria sido indicada para trabalhar na casa do casal e foi vista acessando o local no dia do crime e deixando a cena com uma bolsa, que foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como sendo da mãe.
- Vítimas – Advogado conhecido em BH, Cláudio Atala Inácio era sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, que funciona no bairro de Lourdes, também na região Centro-Sul, e onde ele ainda trabalhava. Ele atuava principalmente nas áreas de Direito Empresarial e Direito do Trabalho. Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio tinha uma loja na capital mineira e foi atleta quando mais jovem. O casal era conhecido pelo papel ativo na sociedade de Belo Horizonte.
- Desaparecimento dos pais – O filho contou que não conseguiu falar com os pais na segunda-feira (29/6), por isso foi até ao apartamento, onde encontrou o casal morto. Não havia sinais de arrombamento no imóvel. Maria Clotilde foi encontrada caída no chão da sala, em frente ao sofá, enquanto Cláudio estava sobre a cama do quarto. Ambos apresentavam grande quantidade de sangue ao redor dos corpos e aparentes sinais de violência.
- Suspeita flagrada em câmera – Segundo a PM, imagens do circuito interno de segurança mostram que a suspeita entrou no edifício às 7h30 de segunda-feira carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes, além da bolsa.
- Suspeita não foi localizada – De acordo com o documento da PM, militares do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde ela estaria morando, em Ribeirão das Neves (Grande BH), mas ela já havia deixado o local.
A tia dela, Nilza Maria, disse que a sobrinha saiu com o filho dizendo que iria para o Espírito Santo. A tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à casa por volta das 19h de segunda-feira, acompanhada do filho e carregando uma mochila preta. Ao ser questionada sobre a origem do objeto, a mulher respondeu que havia ganhado a bolsa.
Alguém foi preso?
Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido conduzido à delegacia, segundo a Polícia Civil. As investigações continuam e, de acordo com a corporação, nenhuma linha de apuração foi descartada.


