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Minas Gerais

Casal encontrado morto em BH será velado nesta quarta (1º/7)

Corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) e serão velados nesta quarta-feira (1º/7), no Cemitério Parque da Colina

01/07/2026 12:41
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Redes sociais/ Reprodução
Após a liberação dos corpos pelo IML, o advogado Cláudio Atala Inácio e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio serão velados nesta quarta-feira (1º/7)

Belo Horizonte — Os corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, serão velados nesta quarta-feira (1º/7), a partir das 16h15, na Capela 2 do Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte.

O sepultamento está previsto para as 17h15, no mesmo cemitério. O casal foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro nobre da cidade São Pedro, na região Centro-Sul da capital, na terça-feira (30/6), e a motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. 

Conforme informações das polícias Civil e Militar, há uma suspeita identificada, mas ela ainda não foi localizada. A mulher teria sido indicada para trabalhar na casa do casal e foi vista acessando o local no dia do crime e deixando a cena com uma bolsa, que foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como sendo da mãe.

Quem são as vítimas

Advogado conhecido em BH, Cláudio Atala Inácio era sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, que funciona no bairro de Lourdes, também na região Centro-Sul, e onde ele ainda trabalhava.

Ele atuava principalmente nas áreas de Direito Empresarial e Direito do Trabalho.

Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio tinha uma loja na capital mineira e foi atleta quando mais jovem. O casal era conhecido pelo papel ativo na sociedade da capital.

Desaparecimento e cena do crime

No boletim de ocorrência, o desaparecimento do casal é mencionado no relato do filho. Segundo o documento, ele não conseguia contato com os pais desde a manhã de segunda (29).

Após diversas tentativas de ligação sem resposta, decidiu ir até o apartamento, na Rua Padre Severino, e acabou encontrando os dois mortos.

A Polícia Militar constatou que não havia sinais de arrombamento no imóvel. Maria Clotilde foi encontrada caída no chão da sala, em frente ao sofá, enquanto Cláudio estava sobre a cama do quarto. Ambos apresentavam grande quantidade de sangue ao redor dos corpos e aparentes sinais de violência.

Segundo a polícia, o casal foi assassinado com ao menos 24 facadas: Maria Clotilde teve cerca de sete perfurações (na garganta, no queixo, no tórax, no pescoço e na pelve).

Já Cláudio foi atingido por cerca de 17 golpes (nas costas, no abdômen e no pescoço.) Ambos apresentavam sinais de defesa.

Suspeita flagrada em câmera

Segundo a PM, imagens do circuito interno de segurança mostram que a suspeita entrou no edifício às 7h30 de segunda-feira carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes, além da bolsa.

De acordo com o documento da PM, militares do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde ela estaria morando, em Ribeirão das Neves (Grande BH), mas ela já havia deixado o local.

Ela teria dito à tia que viajaria para o Espírito Santo um dia após o crime.

A tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à casa por volta das 19h de segunda-feira, acompanhada do filho e carregando uma mochila preta. Ao ser questionada sobre a origem do objeto, a mulher respondeu que havia ganhado a bolsa.

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido conduzido à delegacia, segundo a Polícia Civil. As investigações continuam e, de acordo com a corporação, nenhuma linha de apuração foi descartada.