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Minas Gerais

Suspeito de incendiar ônibus a mando de facção é preso em BH

Investigação aponta que ataque ao coletivo em Venda Nova foi ordenado por detentos; motorista recebeu carta com ameaças antes do incêndio

Daniel Galera12/06/2026 20:59
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Polícia Civil MG/Divulgação
homem preso por incendiar ônibus

Belo Horizonte – Um homem apontado como um dos responsáveis pelo incêndio criminoso de um ônibus em Belo Horizonte foi preso nesta quinta-feira (11/6) durante mais uma fase da Operação Cerco Fechado, que combate a atuação de facções criminosas em Minas Gerais.

Willian Allaci Martins Ribeiro, de 26 anos, foi localizado e capturado por equipes do Grupo Integrado de Capturas e do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Após a prisão, ele foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo as investigações, Willian está entre os envolvidos no ataque a um ônibus do transporte coletivo ocorrido na madrugada de 10 de março deste ano, no bairro Mantiqueira, região de Venda Nova.

Ataque aconteceu durante a madrugada

O crime aconteceu por volta das 3h, quando o coletivo da linha 626 seguia viagem pela região. De acordo com as investigações, três homens armados interceptaram o ônibus, renderam o motorista e obrigaram a vítima a interromper o trajeto.

Antes de incendiarem o veículo, os criminosos entregaram ao condutor uma carta contendo ameaças e denúncias relacionadas às condições de detentos custodiados no sistema prisional mineiro. Após a entrega do bilhete, os suspeitos incendiaram o coletivo e fugiram. As chamas se espalharam rapidamente e destruíram completamente o ônibus.

Carta citava supostos maus-tratos a detentos

Conforme apurado pela polícia, a mensagem deixada pelos criminosos fazia referência a supostos maus-tratos sofridos por presos em uma unidade prisional da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações apontaram posteriormente que a ação criminosa teria sido determinada por integrantes de uma facção criminosa interestadual que atuam de dentro do sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, o incêndio foi utilizado como forma de intimidação e demonstração de força da organização criminosa.

Apesar da violência da ação e da destruição total do veículo, ninguém ficou ferido. O motorista conseguiu deixar o coletivo antes que as chamas tomassem conta da estrutura. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foram acionadas e realizaram o combate ao incêndio, evitando que o fogo atingisse imóveis e veículos próximos.

Operação Cerco Fechado

A prisão integra a Operação Cerco Fechado, estratégia da Polícia Civil voltada ao enfrentamento de facções criminosas, tráfico de drogas, crimes violentos e ações coordenadas por organizações criminosas em Minas Gerais.

De acordo com a corporação, as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos na ação criminosa, incluindo suspeitos que teriam participado diretamente do ataque e integrantes da facção que teriam ordenado o crime de dentro do sistema prisional.

Polícia busca outros envolvidos

A Polícia Civil não descarta novas prisões nos próximos dias. Os investigadores trabalham para esclarecer toda a dinâmica do ataque e identificar a participação de cada integrante da organização criminosa.

A corporação considera o incêndio do coletivo um crime grave por colocar em risco a vida de trabalhadores e da população, além de causar prejuízos ao sistema de transporte público.

Com a prisão de Willian Allaci Martins Ribeiro, a Polícia Civil acredita ter avançado significativamente na identificação dos responsáveis pelo atentado que chocou moradores da região de Venda Nova no início deste ano.