Simões sanciona reajuste salarial de servidores em MG; veja detalhes. Vídeo
O texto prevê aumento de 5,4% para o funcionalismo estadual e terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026
atualizado
Compartilhar notícia
Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sancionou o reajuste salarial dos servidores públicos estaduais, após aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O aumento é de 5,4% para a maior parte do funcionalismo e terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.
A sanção era aguardada com urgência por causa do calendário eleitoral. Pela legislação, aumentos salariais só podem ser concedidos até 180 dias antes das eleições — prazo que se encerra no início de abril. Agora, o texto precisa ser publicado no Diário Oficial do estado para entrar em vigor, o que deve acontecer ainda nesta terça, em edição extra.
Durante a coletiva, Simões detalhou como serão feitos os pagamentos retroativos aos servidores. Segundo ele, três parcelas serão pagas a partir da folha de abril. Sendo assim, o mês de janeiro será incluído no pagamento de abril, fevereiro na folha do mês de maio, e março no salário de junho.
“O salário de abril, eu pago ele em maio. Ele vai vir reajustado e com a parcela do reajuste de janeiro. O de maio, que eu pago em junho, vai vir reajustado e com a parcela de fevereiro, o de junho vem reajustado e com a parcela adicional do mês de março, com isso a gente passa a ter cumprido a obrigação da retroatividade”, explicou.
Percentual e quem será beneficiado
O reajuste é linear de 5,4% para servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo estadual.
Outros órgãos terão percentuais diferentes:
- Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG): 5,53%, retroativo a maio de 2025
- Ministério Público de Minas Gerais (MPMG): 5,53%, também retroativo a maio de 2025
- Defensoria Pública de MG: 4,44%
- Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG): 10,94%, considerando perdas inflacionárias acumuladas
- ALMG: 5,4%
Corrida contra o prazo eleitoral
A tramitação do projeto ocorreu em ritmo acelerado na Assembleia de Minas, justamente para cumprir o limite legal. O texto foi aprovado em dois turnos e seguiu rapidamente para a sanção do governador.
Sem a sanção dentro do prazo, o reajuste poderia ser questionado ou até barrado por causa das restrições eleitorais.
Insatisfação dos servidores continua
Apesar da aprovação e sanção, o clima entre categorias do funcionalismo segue de cobrança. Sindicatos afirmam que o índice de 5,4% não recompõe perdas acumuladas e prometem manter mobilizações por reajustes maiores e reestruturação de carreiras.
Durante a tramitação, houve protestos em frente à ALMG, com críticas ao governo estadual e à política salarial.
O reajuste foi proposto ainda na gestão de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência, sendo sucedido por Simões.
A aprovação do aumento foi uma das primeiras vitórias políticas do novo governador junto à Assembleia.
