Servidores da Educação de MG estão insatisfeitos com reajuste aprovado. Vídeo

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,83% para recuperar perdas de 2019 a 2025. Reajuste aprovado hoje foi de 5,4%

atualizado

metropoles.com

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Belo Horizonte – Servidores da Educação de Minas Gerais estão insatisfeitos com a aprovação do reajuste salarial de 5,4%  aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o índice consentido nesta quinta-feira (26/3), estabelecido pelo governo federal para reajuste do Piso Salarial Nacional  não cobre a defasagem de 41,83% acumulada durante o governo de Romeu Zema e Mateus Simões.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,83%, que, segundo eles, visa recuperar as perdas acumuladas entre 2019 e 2025, além de aplicar a correção prevista na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026.

A Portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.

Servidores alegam que continuarão na luta. Hoje é o  terceiro dia de paralisação por tempo determinado, proposto pela categoria, mas novas manifestações serão convocadas.

Fim do leilão das escolas

A pauta de reivindicações dos trabalhadores também inclui  a suspensão do leilão de 95 escolas estaduais previsto para o próximo dia 30 de março na B3, em São Paulo.

O leilão, uma licitação internacional, no valor de R$ 5 bilhões, vai repassar à iniciativa privada a gestão terceirizada dos serviços de manutenção, limpeza e outras atividades não pedagógicas.

O Sind-UTE informou que já entrou com representação junto ao Tribunal de Contas do Estado, com pedido de liminar urgente para a suspensão do leilão.

Para o Sindicato, “a iniciativa do governo mineiro vai provocar a demissão de milhares de Auxiliares de Serviços Básicos (ASBs), precarizar os serviços e prejudicar a gestão democrática das escolas”, diz nota.

Outro ponto levantado,  é o risco de exposição de dados sensíveis de alunos e familiares. Segundo o sindicato, a iniciativa pode ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), inclusive com possibilidade de acesso por interesses estrangeiros.

Com a aprovação em segundo turno, o texto segue agora para sanção do governador Mateus Simões (PSD) e posterior publicação para entrar em vigor.

Outras categorias contempladas

Além dos servidores da Educação, a proposta também trata de reajustes para servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e do Ministério Público de MG (MPMG), com aumento é de 5,53%, correspondente à inflação entre maio de 2024 e abril de 2025. A revisão será aplicada de forma retroativa a maio de 2025.

Para a Defensoria Pública, a revisão aprovada é de 4,44%, retroativa a fevereiro de 2026 e calculada com base na inflação entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026.

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